sábado, 3 de novembro de 2012

Facção criminosa manda 'ajuda' para cadeias, segundo a folha de SP.




Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1179761-faccao-criminosa-manda-ajuda-para-cadeias-federais.shtml
Facção criminosa manda 'ajuda' para cadeias federais


AFONSO BENITES
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
JOSMAR JOZINO
DO "AGORA"

Mesmo presos nas mais seguras cadeias do país, alguns dos detentos das quatro penitenciárias federais continuam recebendo ajuda financeira da facção criminosa PCC.


Documentos obtidos pela Folha, que estão em poder da polícia e do Ministério Público, mostram que o grupo criminoso repassa mensalmente valores que variam de
R$ 4.500 a R$ 28.000 para parentes de condenados que estão nos presídios federais de Mossoró (RN), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Catanduvas (PR).

O dinheiro é para bancar a viagem ou até mesmo a permanência das famílias nas cidades onde os detentos da facção estão presos.

Em alguns casos, conforme promotores e policiais, o objetivo da facção criminosa é aproveitar as visitas dos parentes para atualizar os presos sobre algumas de suas operações.

Nesta semana, os governos federal e estadual acordaram que, se necessário, parte dos criminosos de São Paulo será transferida para uma das penitenciárias da União.

DISPERSÃO

A ajuda financeira dada aos familiares não é uma exclusividade de quem está nas penitenciárias federais.

A documentação mostra que famílias de presos que estão em penitenciários da capital e do interior paulista também recebem essa ajuda mensal, que vai de R$ 11.890 a R$ 46.750.

Os maiores valores são para os parentes de quem está preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde o governo concentrou a maioria dos chefes da facção.

As mulheres vinculadas ao PCC, presas na penitenciária feminina de Santana, também recebem a ajuda.

A documentação deixa claro o gasto de R$ 200 mil mensais com os advogados que defendem esses criminosos, a quem os bandidos chamam de gravatas.

As informações constam de uma série de arquivos apreendidos em pendrives em três operações policiais realizadas na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista.

Esses documentos descobertos pela polícia estavam com membros da facção e seriam entregues para chefes da organização que estão presos em presídios paulistas.

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