segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PCC reclama da má qualidade de novos soldados, segundo Diário SP


Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/38889/PCC+reclama+da+ma+qualidade+de+novos+soldados

PCC reclama da má qualidade de novos soldados
Informação estava em carta, apreendida na casa do traficante Juninho, 'chefe' do Alto Tietê Plínio Delphino
pliniod@diariosp.com.br




O PCC tem reclamado da má qualidade dos novos homens que são “batizados” no partido. Uma carta escrita à mão foi encontrada terça-feira durante a prisão do traficante foragido Cícero Júnior Machado Lopes, o Juninho, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

“Está claro o fato de falta de preparo e orientação de muitos companheiros, que após terem sido incluídos na organização vem no dia a dia deixar a desejar o compromisso assumido, onde reflete consequência disciplinar diante de suas atitudes. Em virtude disso, o procedimento ou disciplina se estende ao padrinho do mesmo”, dizia o trecho de uma das mais de 50 folhas de papel com mensagens assinadas “Sintonia Final”, que seria da chefia do crime organizado.
“Somos um por todos e todos por um.” O partido do crime emprestou a frase dos três mosqueteiros para justificar que muitos dos novos “batizados” são desqualificados e entram para a organização apenas para fugir da família, “já na pretensão de fracassar”.

Na casa de Juninho, os policiais da 4 Divecar (Delegacia de Investigações Sobre Fraudes contra Seguros) apreenderam mais de 50 folhas de caderno com mensagens e também contabilidade do tráfico de drogas, que movimentou, em cerca de um ano, 15 carregamentos de entorpecentes, em valores que variavam entre R$ 10 mil e R$ 68 mil. “Juninho era o torre (chefe) do PCC na região do Alto Tietê, que inclui Itaqua, Suzano e Mogi das Cruzes como principais cidades”, disse o delegado Paulo Cesar Gasparoto.

Havia nas anotações um novo estatuto do PCC e a descrição e justificativa do assassinato do policial militar Joaquim Cabral, em Ferraz de Vasconcelos, no mês de junho. “O PM discutiu com o criminoso por causa do volume da música em um baile funk e foi morto por isso”, disse o delegado. Juninho foi preso com documentos falsos.



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