terça-feira, 23 de abril de 2013

Governo faz parceria com SP para tentar solucionar crise carcerária no Estado

Passou da hora do governo federal e estadual se entenderem, sistema prisional é responsabilidade dos governos estaduais e federal, o governo estadual não da o "braço a torcer" que tem tremendas dificuldades para gerir um sistema prisional falido e o governo federal continua apenas com 4 presídios MARQUETEIROS com ótimas condições mas em número irrisório, somente para "inglês ver".

 

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-04-21/governo-faz-parceria-com-sp-para-tentar-solucionar-crise-carceraria-no-estado.html

Governo faz parceria com SP para tentar solucionar crise carcerária no Estado

Capacidade do sistema prisional de São Paulo é de 102 mil homens, mas 202 mil presos ocupam essas vagas. Parceria vai permitir a construção de novas unidade no Estado

Vasconcelo Quadros - iG São Paulo |
 
     
 
Além da ampliação da rede de presídios federais com a construção de uma unidade no Distrito Federal , a prioridade da política prisional do governo federal é reforçar a parceria com o governo de São Paulo para ajudar a solucionar a crise estrutural no sistema paulista, que sofre com a superlotação das prisões e a influência do Primeiro Comando da Capital (PCC), a facção que controla os presídios e o tráfico de drogas no Estado.
Leia também: Nova penitenciária federal em Brasília terá ala para autoridades

Agência Brasil/Arquivo
Augusto Rossini ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante entrevista no ano passado

Em entrevista ao iG , o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, anunciou o repasse de R$ 236,3 milhões do Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional para a construção de presídios em São Paulo. Desse total, R$ 131,6 milhões serão destinados a aberturas de novas vagas para presos masculinos e outros R$ 104,7 milhões para mulheres cujo déficit no sistema paulista, de 4.066 vagas, será zerado até o final do ano que vem.
As prisões paulistas abrigam atualmente 12.501 mulheres, mas têm espaço para atender apenas 8.345. A situação das penitenciárias masculinas é, no entanto, mais dramática: são 202 mil presos para 102 mil vagas, com lotação chegando quase ao dobro da capacidade do sistema.
Segundo Rossini, o Ministério da Justiça fechou parceria com o governo de São Paulo para ajudar a construir no Estado 11 novos Centros de Detenção Provisória (CDPs) que abrirão, no total, 8.448 novas vagas. Cada CDP terá capacidade para 768 vagas e contará com R$ 21.487.587,00 do governo federal. A contrapartida do governo paulista será de R$ 23.935.545,53 em nove unidades e de R$ 43.000.611,00 em duas. Os novos CDPs serão construídos em Bom Jesus dos Perdões, Paulo de Faria, Araçariguama (dois), Álvaro de Carvalho, Nova Independência, Santa Cruz da Conceição, Aguaí, Avai (dois) e Registro.
Mais: Vinte anos após Carandiru, prisões estão caóticas e déficit de vaga é recorde Um em cada três presídios tem superlotação igual ao Carandiru
“Essa é a verdadeira parceria”, diz Rossini ao destacar a participação financeira do governo paulista em cada projeto. Nos demais Estados alcançados pelo programa (Paraná, Minas Gerais e Pernambuco), a contrapartida gira entre 20% a 30%, forçando o governo federal a arcar com maior volume financeiro de cada projeto. No País todo, o programa exigirá investimentos de R$ 1, 1 bilhão.
Rossini diz que o esforço federal ajudará São Paulo a desafogar as delegacias de polícia da capital, hoje com mais de 6.400 detentos, e a encaminhar para estabelecimentos adequados os mais de 62 mil presos provisórios.
Agência Brasil
Presídios estão com quase o dobro da capacidade de presos em São Paulo

As relações entre o governo federal e paulista melhoraram no final do ano passado, com a demissão do então secretário de Segurança de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, que entrou em
choque do o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo por causa da onda de violência comandada pelo PCC de dentro das prisões.
A crise forçou a abertura de diálogo entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin e resultou numa série de parcerias entre Ministério da Justiça e os órgãos de segurança e penitenciários paulistas.
Outras:
Parentes protestam contra suspensão de visitas em penitenciária de Brasília Número de presos explode no Brasil e gera superlotação de presídios
“Hoje os homens de inteligência sentam e conversam. Um mais um é agora mais do que dois”, diz Rossini ao garantir que o mutirão institucional está surtindo efeito no controle do crime organizado e no encaminhamento de soluções para o sistema penal paulista.
As prisões federais hoje abrigam 15 líderes de facções criminosas - retirados das áreas de influência -, a Polícia Federal passou a participar das investigações sobre as quadrilhas que agiram dentro dos presídios e o Ministério da Justiça já ajudou a apreender pelo menos 490 aparelhos celulares (458 em Ribeirão Preto e 32 em Araraquara) que estavam em poder de presos paulistas.
“As instituições estão hoje muito próximas umas das outras. Estamos construindo uma parceria e estreitando os laços”, diz o diretor do Depen. A integração dos órgãos do sistema prisional e de segurança, segundo ele, está permitindo que o poder público se antecipe às crises.

Nenhum comentário:

Postar um comentário



Seu comentário é bem vindo, porém não será postado caso o moderador entenda que existam ofensas ou que não se aplique ao assunto da postagem.

Identificando-se, sua crítica, favorável ou contrária, terá mais credibilidade e respeitabilidade junto aos leitores.

Comente a postagem, para perguntas ou bate papo com o autor do BLOG,
jenisdeandrade@yahoo.com.br,
Jenis de Andrade no Facebook.