quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alteração no Regimento Interno da Escola de Administração Penitenciária.

Publicado no D.O. de 23/05/2013

Resolução SAP - 71, de 22-5-2013
Dispõe sobre a alteração do Regimento Interno
da Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz
Camargo Wolfmann”
O Secretário da Administração Penitenciária, considerando:
As alterações ocorridas nas legislações relacionadas à Escola
de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo Wolfmann”;
A existência de normas e procedimentos destinados a
padronizar o trabalho de ensino-aprendizagem desenvolvido
pela Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo
Wolfmann”;
Resolve:
Artigo 1º - Alterar o Regimento Interno da Escola de Administração
Penitenciária “Dr. Luiz Camargo Wolfmann” – EAP.
SEÇÃO I
Das Finalidades e Estrutura
Artigo 2º - A Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz
Camargo Wolfmann” – EAP, subordinada à Chefia de Gabinete
da Secretaria da Administração Penitenciária tem finalidades
e estrutura organizacional definidas pelo Decreto 45.177, de
08-09-2000, alterado pelo Decreto 46.637, de 27-03-2002 e
Decreto 55.733, de 23-04-2010, com denominação dada pelo
Decreto 50.890, de 19-06-2006.
SEÇÃO II
Do Dirigente
Artigo 3º - O Dirigente da Escola de Administração Penitenciária
“Dr. Luiz Camargo Wolfmann”, tem as seguintes
competências:
I – as previstas no artigo 25 do Decreto 45.177, de
08/9/2000;
II – indicar os membros da Assistência Técnica, preferencialmente,
servidores do sistema penitenciário e conhecedores
dos trabalhos desenvolvidos pela Escola de Administração
Penitenciária “Dr. LCW”.
SEÇÃO III
Do Corpo Docente
Artigo 4º - A EAP credenciará os docentes, a que se refere
o inciso I, do artigo 3º, do Decreto 45.177, de 08/9/2000, para
ministrar aulas e palestras, em cursos ou eventos, na área de
formação, capacitação e aperfeiçoamento dos recursos humanos
do Sistema Penitenciário.
Artigo 5º - Os docentes serão credenciados pela EAP, respeitados
os seguintes requisitos básicos:
I- ser servidor público da administração direta do Estado
há, no mínimo, 3 anos, contados até a data de inscrição do
credenciamento;
II- não ter sofrido penalidade disciplinar administrativa nos
últimos 2 anos, e não ter sido condenado em processo criminal
com sentença transitada em julgado nos últimos 5 anos, comprovada
por meio de declaração expedida pela Unidade Administrativa,
onde está classificado o cargo ou a função-atividade
do servidor-candidato;
III- ter formação e/ou ser considerado profissional de
reconhecida capacidade técnica em área de atuação compatível
com a disciplina;
Artigo 6º – O processo de credenciamento de docentes
proceder-se-á mediante:
I- análise de currículo e títulos;
II- entrevista;
III- curso de fundamentos e práticas do processo ensinoaprendizagem.
§1º - Os requisitos mencionados nos incisos deste artigo
terão caráter eliminatório, e não serão, necessariamente,
cumulativos.
§2º- Os procedimentos, critérios e requisitos específicos
para o processo de credenciamento de docentes constarão
de comunicado da EAP, que deverão ser publicados em Diário
Oficial do Estado.
§3º- A EAP se exime das despesas decorrentes de deslocamento,
do servidor-candidato, para eventual participação no
processo seletivo, nas etapas referentes ao credenciamento de
docentes.
§4º- O recrutamento, a seleção e o credenciamento de
docentes, será realizado por meio de uma Comissão Especial,
instituída por meio de Resolução do Secretário da Pasta, sendo
composta pelos seguintes membros:
a)Dirigente da EAP, como Presidente;
b)titular e suplente, representantes do Centro de Capacitação
e Desenvolvimento de Recursos Humanos – CECADRH;
c)titular e suplente, representantes do Centro de Formação
e Aperfeiçoamento de Agente de Segurança Penitenciária –
CFAASP;
d)titular e suplente, representantes da Assistência Técnica
da Chefia de Gabinete da Pasta;
e)titular e suplente, representantes da Assistência Técnica
da Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo
Wolfmann”.
Artigo 7º - O docente aprovado no processo de credenciamento
poderá ser chamado para ministrar as aulas, conforme
conveniência de temas, programas e público alvo.
Parágrafo único - A EAP poderá convidar docentes e/ou
especialistas e profissionais, que mantenham ou não vínculo
com a Administração Direta do Estado, para ministrar aulas, bem
como proferir palestras.
Artigo 8º - O docente poderá ser descredenciado caso
incorra nas seguintes faltas:
I- descumprir as normas do Regimento Interno da EAP;
II- não comparecer, sem motivo justificado, aos compromissos
assumidos: aulas, reuniões pedagógicas, conselhos de classe,
capacitações e treinamentos específicos da área, promovidos
pela EAP.
§1º – O Diretor da EAP, a qualquer tempo, no interesse da
Administração, por ato fundamentado, poderá descredenciar
o docente.
§2º - Do descredenciamento caberá recurso, devidamente
fundamentado, dirigido ao Chefe de Gabinete da Pasta, no prazo
de 15 dias úteis, após ciência do interessado.
SUBSEÇÃO I
Dos Deveres e Obrigações
Artigo 9º – São deveres do docente:
I- ter conduta condizente com a vida funcional e com as
exigências necessárias para o desenvolvimento das atividades
de ensino-aprendizagem;
II- tratar todas as pessoas com urbanidade e respeito, exigindo
o mesmo de seus alunos;
III- manter-se atualizado, buscando o aperfeiçoamento dos
conteúdos programáticos das disciplinas que integram os cursos
de formação técnico profissional, treinamentos, desenvolvimento
e aperfeiçoamento desses servidores-alunos;
IV- permanecer atento às inovações e a realidade da prática
prisional e nortear-se por princípios e valores éticos que devem
reger a conduta do servidor penitenciário;
V- participar, quando requisitado, das sessões do conselho
de classe, que visam estabelecer a objetividade da avaliação do
aluno no conjunto das disciplinas, sendo vedado o pagamento
de parcela remuneratória.
VI- participar das reuniões pedagógicas do curso em que
estiver comprometido como docente;
VII- cumprir as decisões, orientações e processos de avaliação,
permitindo o diálogo com os alunos, a Coordenação e
demais docentes da EAP;
VIII- dirigir-se ao local determinado pela Coordenação do
curso, diariamente, antes do início das aulas, para registrar presença,
retirar o diário de classe e demais materiais necessários;
IX- cumprir integralmente a grade horária estabelecida pela
EAP, não fazendo alterações com outros docentes e não dispensando
as turmas antes do horário previsto para o término da
aula, sem prévia autorização da Coordenação do curso;
X- estabelecer, com os alunos, padrões de comportamento
condizentes com as normas sociais de convivência em grupo,
não tolerando manifestações desrespeitosas dentro da sala
de aula, como também nas demais dependências do local de
realização do curso;
XI- assegurar a execução da totalidade do conteúdo
programático da disciplina, de acordo com o cronograma
pré-estabelecido, desenvolvendo as aulas, integralmente, com
atividades pertinentes à matéria;
XII- registrar, constantemente, no diário de classe, o conteúdo
lecionado, utilizando-se dos sinais padronizados pela EAP,
observando-se: “.” para registrar presença do aluno e “F” para
registrar ausência do aluno, exceto os casos em que o docente
será encarregado de colher a assinatura dos alunos presentes
no curso ou evento;
XIII- divulgar aos alunos, no início de cada curso, as formas
de avaliação, a frequência mínima e o aproveitamento exigidos
do curso ou evento;
XIV- impedir o uso de meios fraudulentos nas avaliações
de aprendizagem, que, se constatados, deverão ser registrados
em Ata de Ocorrência, dando-se ciência ao aluno, atribuindo-se,
imediatamente, a nota da avaliação;
XV- manter na sala de aula a disciplina e ordem, cumprindo
e fazendo cumprir as normas e diretrizes previstas neste
Regimento encaminhando, os casos excepcionais ao conhecimento
da Diretoria Técnica do Núcleo responsável pelo curso
ou evento;
XVI- registrar em Ata de Ocorrência os casos de cometimento
de atos incompatíveis com o ensino-aprendizagem,
encaminhando-os ao conhecimento do Diretor Técnico de
Núcleo responsável, com os seguintes dados:
a comunicação do fato de forma circunstanciada;
nome e assinatura do(s) envolvido(s), se conhecido(s);
nome por extenso e assinatura das testemunhas;
providências preliminares adotadas;
nome e assinatura do docente comunicante e da disciplina.
§1º - O Diretor do Centro da área competente analisará o
ato de indisciplina, após oitiva do docente.
Artigo 10 – É obrigação do docente quando assumir as
aulas nos cursos ou eventos:
I- apresentar declaração de não ter sofrido penalidade
disciplinar administrativa nos últimos 2 anos, e não ter sido
condenado em processo criminal com sentença transitada em
julgado nos últimos 05 anos;
II- apresentar declaração assinada pelo superior imediato
e diretor da unidade de exercício, autorizando-o a assumir as
aulas, nos termos da alínea a do inciso II do artigo 31, do Decreto
52.833 de 24-03-2008 c/c o inciso VIII do artigo 124 da Lei
10.261, de 28-10-1968;
III- assinar Termo de Compromisso com o teor do Regimento
Interno da EAP;
IV- elaborar plano de aula da disciplina, em conformidade
com o Anexo I deste Regimento;
V- comunicar ao Diretor Técnico do Núcleo responsável
pelo curso, eventual impedimento para o comparecimento à(s)
aula(s), com 48 horas de antecedência, para que seja providenciada
a substituição;
VI- comunicar, imediatamente, o aluno e o Coordenador
de Turma, do curso ou evento, quando ultrapassar o limite de
ausência permitida, em relação à carga horária da disciplina;
VII- comunicar a EAP, quando tiver conhecimento, de lacunas
em relação à proposta pedagógica da disciplina, o conteúdo
programático da grade curricular e o material didático, vigente.
Artigo 11 – Os Diretores dos Centros poderão, a qualquer
tempo, suspender das aulas o docente que não atender aos
procedimentos estabelecidos neste Regimento.
SUBSEÇÃO II
Da Remuneração
Artigo 12 - O docente será remunerado, após conclusão dos
trabalhos inerentes ao curso ou evento, em conformidade com o
disposto Decreto 40.540, de 13-12-1995, alterado pelo Decreto
50.086, de 06-10-2005 e pelo Decreto 53.878, de 23-12-2008 e
alterações posteriores.
§1º- O valor dos honorários, de que trata o artigo 1º e
parágrafos do Decreto 40.540, de 13-12-1995, será calculado
na forma de hora-aula, observando-se que os cursos de nível
superior são constituídos por servidores que exerçam funções
das quais é exigida essa formação, o mesmo valendo para os
cursos de nível médio.
§2º- O docente fará jus aos honorários, nos termos do inciso
VIII do artigo 124 e artigo 173 da Lei 10.261, de 28-10-1968.
§3º- A hora-aula corresponde ao período de 40 a 50 minutos,
para todos os cursos e eventos oferecidos pela EAP.
§4º- As reuniões pedagógicas poderão ser remuneradas,
nos termos do artigo 2º do Decreto 40.540, de 13-12-1995 e
alterações posteriores e observados os parágrafos 1º, 2º e 3º
deste artigo.
§5º- Os critérios para a fixação dos honorários de que trata
o inciso II do artigo 4º do Decreto 40.540, de 13-12-1995, são
estabelecidos por meio de Resolução do Secretário da Pasta.
§6º- Conforme a metodologia aplicada no curso ou evento
poderão ser remunerados dois ou mais docentes para atuarem
em conjunto na mesma disciplina.
SEÇÃO IV
Dos Cursos e Eventos
Artigo 13 - Os cursos e eventos oferecidos pela EAP serão
organizados conforme áreas temáticas, de acordo com o Anexo
I deste Regimento.
Artigo 14 - Os Cursos serão organizados de acordo com as
legislações vigentes
Artigo 15 - A critério da EAP, a realização dos cursos e eventos
promovidos pelo CECADRH e CFAASP poderão ser realizados
nos seguintes locais:
I- na sede da EAP ou em suas dependências;
II- nas unidades prisionais vinculadas à SAP, de forma
regionalizada ou por agrupamento, em local determinado, para
o adequado atendimento dos alunos;
III- em estabelecimentos de ensino e congêneres disponíveis
e adequados para tais atividades;
IV- nas dependências de instituições que celebrem parceria
ou cooperação técnica com esta Pasta.
Artigo 16 - A EAP, por meio do CECADRH e CFAASP, poderá
designar um de seus servidores ou solicitar um servidor da
instituição participante, para, sem prejuízo dos vencimentos e
demais vantagens de seu cargo, atuar como Coor-denador de
Turma do curso ou evento, para garantir a totalidade da proposta
ou objetivo da aprendizagem.
Parágrafo único- O Coordenador de Turma deverá permanecer
no local do curso e atender as necessidades deste
Regimento, bem como, as normas que regulamentam os cursos
ou eventos, devendo reportar-se, quando necessário, ao Diretor
Técnico do Núcleo responsável pelo evento e, na falta deste, ao
Diretor Técnico do Centro.
Artigo 17 - O Diretor da EAP, bem como os Diretores de
Centro e Núcleo Técnico do CECADRH e CFAASP, poderão autorizar
servidores da EAP, para acompanhar o desenvolvimento de
qualquer atividade de aprendizagem programada nos cursos e
eventos, durante a sua realização.
SEÇÃO V
Do Centro de Capacitação e Desenvolvimento de Recursos
Humanos – CECADRH
Artigo 18 - O Centro de Capacitação e Desenvolvimento
de Recursos Humanos – CECADRH, composto pelo Núcleo de
Coordenação do Interior do Estado o Núcleo de São Paulo e da
Grande São Paulo, têm suas atribuições definidas, respectivamente,
pelos artigos 8º e 9º do Decreto 45.177, de 08/9/2000.
Artigo 19 - O CECADRH promoverá cursos e eventos de
acordo com o Plano Diretor, podendo, em razão da demanda
inserir outros cursos e eventos.
Artigo 20 - O resultado do aproveitamento, dos servidoresalunos,
nos cursos ou eventos promovidos pela EAP, por meio do
CECADRH, será verificado pelos seguintes critérios:
I- frequência mínima de 75% no curso e/ou disciplina, em
relação a carga horária estabelecida, podendo ser exigido o
limite máximo de até 100%, dependendo da especificadade
do evento;
II- critérios de avaliação, estipulados nos projetos dos cursos
ou eventos, de acordo com os objetivos a serem alcançados.
Parágrafo único- O CECADRH emitirá os certificados de
aproveitamento ou de participação nos cursos ou eventos, de
acordo com os requisitos estabelecidos nas instruções, por meio
do Comunicado publicado no Diário Oficial do Estado.
Artigo 21 - O Núcleo de Recursos Técnicos do CECADRH
tem suas atribuições definidas pelo artigo 11 do Decreto 45.177,
de 08/9/2000.
SEÇÃO VI
Do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Agentes de
Segurança Penitenciária – CFAASP
Artigo 22 - O Centro de Formação e Aperfeiçoamento de
Agentes de Segurança Penitenciária – CFAASP, tem suas atribuições
definidas pelo artigo 12 do Decreto 45.177, de 08/9/2000.
Parágrafo único- O CFAASP é constituído pelo Núcleo de
Coordenação da Região Oeste, Núcleo de Coordenação da
Região Central do Estado e Núcleo de Coordenação de São
Paulo e da Grande São Paulo, estando as suas atribuições definidas
pelo artigo 13 do Decreto 45.177, de 08/9/2000.
Artigo 23 - O CFAASP organizará os Cursos de Formação
Técnico Profissional para os Agentes de Segurança Penitenciária
e para os Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária, de
acordo com a previsão do Departamento de Recursos Humanos
(DRHU) da SAP, em consonância com os atos de nomeação para
esses cargos.
SUBSEÇÃO I
Do Curso de Formação Técnico Profissional para Agentes de
Segurança Penitenciária e para Agentes de Escolta e Vigilância
Penitenciária
Artigo 24 - O Curso de Formação Técnico Profissional
para Agentes de Segurança Penitenciária, previsto no inciso I,
do artigo 6º da Lei Complementar 959/2004, tem por objetivo
capacitar o servidor-aluno para o desempenho das atividades
estabelecidas pelo artigo 1º da mencionada Lei.
Artigo 25 - O Curso de Formação Técnico Profissional para
Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária, previsto no inciso
I, do artigo 6º da Lei Complementar 898/2001, tem por objetivo
capacitar o servidor-aluno para o desempenho das atividades
estabelecidas pelo artigo 1º da mencionada Lei.
Artigo 26 - Os Cursos de Formação Técnico Profissional
serão regulamentados por meio de Resolução do Secretário
da Pasta.
SUBSEÇÃO II
Do Curso de Aperfeiçoamento para Agentes de Segurança
Penitenciária e para Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária
Artigo 27 - O Curso de Especialização Técnico Profissional
para Agentes de Segurança Penitenciária e para Agentes de
Escolta e Vigilância Penitenciária tem o propósito de aperfeiçoar
os conhecimentos para o desempenho de suas funções e
atividades, organizado na forma de educação continuada, na
seguinte conformidade:
I- Agente de Segurança Penitenciária:
1) Níveis de Carreira - I e II;
2) Níveis de Carreira - III, IV e V;
3) Níveis de Carreira - VI, VII e VIII.
II- Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária:
1) Níveis de Vencimentos - I II e III;
2) Níveis de Vencimentos – IV, V e VI.
Parágrafo único - A divisão prevista nos incisos I e II é meramente
didática e tem como objetivo principal criar condições
para mobilização dos conhecimentos, habilidades e atitudes, no
processo de aprendizagem.
SEÇÃO VII
Dos Núcleos de Apoio Escolar
Artigo 28 - Os Núcleos de Apoio Escolar do CECADRH e do
CFAASP, nas suas respectivas áreas de atuação, têm suas atribuições
definidas pelo artigo14 do Decreto 45.177, de 08/9/2000.
SEÇÃO VIII
Do Corpo Discente
Artigo 29 - Considerar-se-á servidor-aluno, aquele que for
regularmente convocado ou inscrito para frequentar os cursos e
eventos promovidos pela EAP.
Parágrafo único - O servidor-aluno, durante o curso ou
evento, sujeitar-se-á administrativa e regularmente às seguintes
autoridades:
1) Dirigente da EAP;
2) Diretor do CECADRH e do CFAASP;
3) Diretor Técnico de Núcleo;
4) Coordenador de Turma;
5) Docente.
SUBSEÇÃO I
Dos Deveres e Proibições
Artigo 30 - São deveres do servidor, enquanto aluno:
I - assistir integralmente todas as aulas e sessões de instruções
para o evento, justificando por escrito a ausência em
aula, por meio de requerimento dirigido ao Diretor Técnico do
Núcleo responsável pelo curso, para eventual regula-rização
da frequência;
II - obedecer, rigorosamente, o horário de início, intervalo e
término das aulas;
III - cooperar com a conservação e manutenção do espaço
físico do local do curso, equipamentos, mobiliários e demais
materiais, zelando pela limpeza das salas de aulas e demais
dependências da instituição;
IV - tratar com respeito, civilidade e cidadania os colegas,
docentes, dirigentes, colaboradores e demais funcionários da
EAP;
V - acatar as orientações e determinações dos docentes,
bem como, do responsável pela Coordenação de Turma;
VI - apresentar-se convenientemente trajado ou com o
uniforme definido pela EAP;
VII - providenciar tênis, short, calça esportiva e camiseta
para a prática de condicionamento físico e defesa pessoal, ou
qualquer outra atividade que requeira vestimenta específica;
VIII - respeitar o Regimento Interno da EAP e dos Estabelecimentos
integrantes das Coordenadorias Regionais da SAP,
comunicando ao Coordenador de Turma qualquer impedimento
que implique no descumprimento dessas normas.
§1º - O atraso de 15 minutos para o horário previsto do início
da 1ª aula do dia, obrigará o servidor-aluno, com prejuízo na
frequência, adentrar em sala de aula, na próxima aula prevista
da grade-horária para o dia do curso ou evento.
§2º – O cumprimento dos deveres do servidor-aluno
expressos neste Regimento não o exime daqueles de caráter
funcional estabelecidos no artigo 241 do Estatuto dos Funcionários
Públicos Civis do Estado de São Paulo, instituído pela Lei
10.261, de 28-10-1968.
Artigo 31 - É proibido ao servidor-aluno:
I - aplicar trotes, castigos físicos ou morais ou quaisquer
práticas humilhantes ou vexatórias nos colegas de curso;
II - portar armas, de qualquer espécie ou algemas nas
dependências da EAP e demais localidades de realização do
curso, exceto, nas atividades programadas para essa finalidade
e somente durante os horários destas;
III - captar imagens, vídeos e áudios, exceto com autorização
da direção da EAP;
IV - usar aparelho de telefonia celular ou qualquer dispositivo
eletrônico em sala de aula;
V – fumar, cigarros, cigarrilhas, charutos ou de qualquer
outro produto fumígeno, derivado ou não de tabaco, em toda a
área (coberta ou não) na Sede da Secretaria da Administração
Penitenciária, ou nas dependências onde forem realizados os
cursos ou eventos da EAP (Lei Estadual 13.541/2009, Decreto
54.311/2009, Resolução SAP 209/2009);
VI- induzir, fazer uso, estar sob ação de bebida alcoólica,
substância entorpecente ou que determine dependência física
ou psíquica, ou ainda introduzí-las em área sob administração
e dependências da EAP e demais localidades de realização do
curso ou evento;
VII- fraudar ou concorrer para fraude nas provas, trabalhos e
demais atividades curriculares do curso ou evento;
VIII - transitar, sem autorização, pelo local de realização do
curso ou evento;
IX - retirar-se da sala de aula, sem autorização do docente
e sem a ciência do Coordenador de Turma;
X - não prejudicar o andamento normal dos trabalhos da
instituição, estabelecimento de ensino ou congênere, quando
o evento for realizado em local diverso da sede da EAP e suas
dependências.
§1º - O servidor-aluno que apresentar-se de forma inconveniente,
ultrajando a disciplina pretendida, durante o curso
ou evento, será suspenso, temporária ou definitivamente, com
prejuízo na frequência e demais atividades, comprometendo o
aproveitamento exigido.
§2º – As proibições expressas neste Regimento não exime
o servidor-aluno daquelas de caráter funcional estabelecidas no
artigo 242 e 243 do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do
Estado de São Paulo, instituído pela Lei 10.261, de 28-10-1968.
SEÇÃO IX
Das Disposições Gerais
Artigo 32 - A EAP incentivará os programas e projetos
de pesquisa e/ou intercâmbio com instituições nacionais e
internacionais.
Artigo 33 - A implementação deste Regimento Interno
far-se-á, gradativamente, de acordo com as disponibilidades de
recursos orçamentários, financeiros, humanos e institucionais.
Artigo 34 - O servidor-aluno está sujeito às penas disciplinares,
previstas na Lei 10.261, de 28-10-1968, pela inobservância
dos deveres e proibições, dispostos neste Regimento.
Artigo 35 - Os casos omissos serão solucionados pelo Dirigente
da EAP, consultadas as Diretorias envolvidas.
Artigo 36 - Este Regimento Interno entrará em vigor na
data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário,
em especial, as contidas nas Resoluções SAP 18 de 13-07-1995
e 101, de 20-12-2002.
ANEXO I
a que se refere o artigo 13
EIXO ARTICULADORES
Servidores e as Interações no Contexto do Sistema Prisional
Ética, Cidadania, Diversidade, Direitos Humanos e Sistema
Prisional
Sociedade, Criminologia, Ressocialização e Sistema Prisional
Custódia, Mediação de Conflitos e Sistema Prisional
ÁREAS TEMÁTICAS
Área 1 Administração / Gestão
Área 2 Desenvolvimento Didático Pedagógico
Área 3 Iniciação e Desenvolvimento Profissional
Área 4 Reintegração Social
Área 5 Segurança e Disciplina
Área 6 Valorização Humana e Qualidade de Vida

11 comentários:

  1. A SAP faz essa resolução para tentar dar transparencia na contrataçõa de professores... de fato qq um se candidata a docente e vai fazer parte do quadro de professores... só que se vão ser chamados para realmente dar aulas os diretores, os assessores do coordenador e outros do tipo... outros ficarão lá só pra dizer que dao chance para todos...

    outra coisa, nem todos quemsão chamados sabem realmente dar aulas....

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    1. Estou cadastrado, mas acho que como trabalho no Raio com mais de 220 presos, não vou ser chamado, pq não sou diretor...rsss e assim segue a palhaçada.

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    2. é assim mesmo... pode ser escrever qq um, mas só chamam "peixes"...

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  2. Enquanto isso, "nossos" sindicatos estão adormecidos....zZzzZzzzzzZZ

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  3. Eu quero que o c.... da SAP pegue fogo e que o bombeiro esteje de férias.

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  4. Acorda EAP`... tá na hora de aumentar a qualidade desses cursos....

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  5. ESTES SINDICATOS TEM QUE PEDIR PARA EAP COLOCAR NA GRADE DO CURSO DE FORMAÇÃO DO ASP AULA DE TIRO,DEFESA PESSOAL E ACAUTELAMENTO DE ARMA,ELES TEM QUE DÁ UMA OLHADA NO CURSO DE FORMAÇÃO DOS INSPETORES DO RIO DE JANEIRO...

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  6. hei porque não há aula de exatas ??????? Ser habilitado em exatas é dádiva Divina. O Senhor Diretor da EAP, deveria pensar , que funcionário da SAP, deve saber mais que as quatro operações.

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    1. aulas de exatas? eles não tem capacidade nem de contratar professores que presta, qto mais quem sabe lecionar exatas....kkkk

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  7. é, mas eles preferem valorização humana, reintegração social e outras baboseiras... curso de formação tem que ter aula de tiro, aula de direito, aula de pratica penitenciaria dada por quem sabe o que é cadeia... tive aula com um cara que era sindicante e, segundo contam, nunca rodou uma chave e ainda tomou bonde de uma cadeia pq estava com pederastia com o ladrão... vulgo lagartão...

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  8. Lagartão... conhecidissimo aqui no parada neto...kkkkk

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