sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cineasta Aly Muritiba, que é ex Agente Penitenciário, lançará filme sobre ASPs.


O cineasta Aly Muritiba que é ex agente penitenciário no Paraná, está fazendo uma trilogia sobre o sistema prisional, nesse ano ele fecha a "trilogia do cárcere" com o filme A Gente, o primeiro filme A Fábrica foi um curta sobre as famílias dos presos, o segundo filme, outro curta denominado O Pátio, foi sobre os próprios detentos e agora será um longa metragem sobre os agentes penitenciários denominado A Gente.
A Fábrica recebeu 62 prêmios dos 100 festivais que participou, e O Pátio foi um dos dois únicos que representantes brasileiros em Cannes.
PARABÉNS pelo sucesso ao ex agente penitenciário Aly Muritiba.
Eu queria ver um filme sobre os presídios paulistas lançado por um agente penitenciário, aí sim seríamos surpreendidos, acredito que além do Rio de Janeiro que tem um sistema prisional complicado também, nenhum outro estado vive a realidade que vivemos em São Paulo.
Esperamos que seja bem próximo da realidade prisional esse filme, já que é dirigido por um ex agente penitenciário.

Veja matéria do Estadão no link abaixo:


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-gente-encerra-uma-trilogia-sobre-o-carcere-,1042297,0.htm

Com A Gente, que será lançado apenas em 2014, o diretor Aly Muritiba fecha a sua "trilogia do cárcere". O longa integra a programação do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, que termina hoje. Os dois primeiros filmes do tríptico - dois curtas - foram sucessos absolutos e deram projeção a este ex-agente penitenciário baiano, radicado em Curitiba. A Fábrica participou de 100 festivais e recebeu 62 prêmios. Com O Pátio, Aly foi um dos dois únicos representantes brasileiros em Cannes, este ano.
"A realidade carcerária é muito complexa para ser abordada num único filme", diz Muritiba ao Estado. "Por isso, fiz três, sobre pontos de vista diferentes. Em A Fábrica, o da família dos presos; em O Pátio, o dos próprios detentos; e, em A Gente, o dos agentes penitenciários."
Essa temática é fruto da experiência profissional de Muritiba, que saiu do interior da Bahia, foi tentar a sorte em São Paulo, estudou História na USP e acabou vindo para Curitiba apaixonado por uma paranaense com quem está casado. Entrou na carreira de agente penitenciário por acaso. "Prestei concurso, entrei e vi que era uma profissão que me permitia estudar cinema em outro período." Trabalhou sete anos no sistema penitenciário paranaense, realizou o sonho de se tornar cineasta e pediu afastamento não remunerado para fazer seus filmes. Mas, para realizar A Gente, pediu reintegração. "Não seria possível fazer o longa sem estar no local, convivendo com meus companheiros de trabalho."

Esses colegas estiveram na primeira sessão do filme, a mesma vista pelo Estado. Riram e brincaram ao se verem na tela grande do Espaço Itaú de Cinema. Mas também se emocionaram ao rever situações tensas, como a do preso que grita e exige transferência, obviamente alterado pelo uso de drogas. Outros presos pedem analgésicos ou sedativos porque não conseguem dormir. Não há remédios. Nem médicos para atender a quase mil detentos empilhados em celas. Apenas uma assistente de enfermagem. "É um barril de pólvora, que o filme mostra com muita fidelidade", comenta o agente penitenciário Ivanney Lobo.

Sem traço de sensacionalismo, A Gente retrata sem piedade um sistema carcerário superlotado, carente de recursos e sem proposta realista de ressocialização dos detentos. Os agentes aparecem com seus nomes reais, em situações ora verídicas ora encenadas. O "ator"principal é Jefferson Walkiu
que, na vida civil, é também pastor protestante. Era, na ocasião, chefe de inspetoria da equipe Alfa num presídio de São José dos Pinhais. O filme, na fronteira entre o documentário e a ficção, deve ser uma bomba quando lançado.

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