terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mortes em presídios paulistas repercutem em Londres.




Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/noticias/cidades/NOT,2,2,879088,Mortes+repercutem+no+Reino+Unido.aspx
Mortes na região repercutem no Reino Unido

Brasileiro está preso em Londres e, por causa de caso de 2011, não deve voltar para cumprir pena no País




07/09/2013 - 22:05

Jornal A Cidade - Jucimara de Pauda





A Justiça britânica pode deixar de extraditar um brasileiro condenado por crime sexual em Osasco por causa da morte de cinco presos, três deles degolados, na penitenciária de Serra Azul, em 2011.

Na época, a unidade que recebe exclusivamente presos sexuais, abrigou sentenciados que tinham dívidas com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Para a organização criminosa, quem mata estupradores, por exemplo, recebe privilégios ou têm as dívidas e faltas perdoadas.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) regional de Ribeirão Preto, visitou o presídio no dia dos crimes. Daniel Rondi, Vanderley Caixe Filho e Carolina Colucci chegaram a denunciar para a Anistia Internacional o erro do Estado ao unir em um mesmo presídio homens condenados por outros crimes.

“Ninguém em sã consciência colocaria presos comuns perigosos juntos com sentenciados de crimes sexuais, pois o resultado morte seria inevitável, como ocorreu”, afirmou Rondi.

Na Inglaterra
O relatório da OAB chegou no dia 3 de abril ao conhecimento do Tribunal de Westminster (ING) responsável pela decisão de extraditar ou não o preso brasileiro. O juiz encarregou Fiona Macaulay, da Universidade de Bradford, de averiguar as informações sobre os presídios paulistas. Ela também já foi encarregada na década de 1990 pelo Secretariado da Anistia Internacional de investigar as condições do sistema carcerário no Brasil.

Em junho deste ano, o advogado Daniel Rondi foi procurado pela britânica para falar sobre o caso. Foram dezenas de e-mails e conferências online com foco no assassinato da unidade prisional de Serra Azul.

“O Tribunal Britânico havia solicitado um parecer a ela e com base nas nossas denúncias estaria negando a extradição de um prisioneiro de crime sexuais que estava em Londres, exatamente com fundamento no seu princípio ‘da não devolução’, que tem como fundamento, garantir proteção à pessoa humana impedindo que elas sofram violações de direitos humanos.”

Risco de ser contaminado
No relatório, a pesquisadora britânica também avalia os presídios de Iaras e Sorocaba, outros que abrigam presidiários sexuais. Ela aponta que o criminoso de Osasco enfrentaria locais superlotados no Brasil, com risco de ser contaminado por doenças como o HIV e tuberculose.

“No entanto, a evidência mais contundente realmente foram estas mortes, um flagrante descaso do Estado. Nossas autoridades deveriam ter a sensibilidade para entender que ninguém fica preso para sempre. Eu não concordo com o crime, mas viver em uma democracia é entender que o Estado não pode fazer justiça ‘com as próprias mãos’ sob o risco de amanhã termos atingido o cidadão comum, com a volta dos anos sombrios de uma Ditadura”, diz Daniel Rondi.

Especialista vê admissão de insegurança
O professor da USP Sérgio Kodato, do Observatório da Violência, afirma que o relatório sobre os presídios paulistas é uma admissão internacional que não há garantia de segurança de presos sexuais nos presídios.

“O sistema penitenciário está falido em termos de superlotação e em função do fato que o crime organizado tomou conta da dinâmica das prisões. Muitos diretores de penitenciárias que eram rígidos e não aceitavam negociação foram ameaçados e outros foram executados. As unidades vivem uma cogestão: metade para a administração pública estadual e metade para o crime organizado.”

Para Kodato, o presídio não está cumprindo o papel estabelecido pela Lei de Execuções Penais que é garantir ao cumpridor da pena a sua integridade física e mental, a ressocialização e reabilitação.

Crueldade em 2011
Cinco presos morreram durante uma briga na penitenciária 2 de Serra Azul, em setembro de 2011. Três foram decapitados e outros dois tiveram os pescoços cortados (sem decaptação).

Os homens que cometeram os crimes pertenciam ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e estavam de passagem pela penitenciária quando cometeram os assassinatos. Os assassinatos, segundo Daniel Rondi, foi uma forma usada pro eles para pagarem dívidas com a facção criminosa.

Na época, os presos usaram uma arma improvisada: a metade de uma tesoura amarrada a um pedaço de madeira com um pano para cometer o crime. Após o assassinato, as cabeças foram jogadas pelo presídio.

Dois dos autores da execução eram conhecidos como ‘Lúcifer e MacGyver’ e se uniram a cinco presos, invadiram as celas dos detentos e cometeram os crimes.Eles foram indiciados por homicídio e transferidos para o presídio de Presidente Bernardes.

Jornal A Cidade

5 comentários:

  1. Impressionante: Porque será que não repercute as mortes causadas dos asps, amigos que foram assassinados brutalmente dentro e fora do sistema.
    Fica ai a pergunta que não quer calar, a quem interessa realmente o bem estar de ladrões e safados como este deputado que apesar de estar preso ainda continua legislando de dentro da cadeia.

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  2. que maravilha, o governo Britânico preocupado com vagabundo estuprador?? k.k.k.k..k que fiquem por lá mesmo, seria melhor se eles se preocupassem com pobres que passam fome brasil a fora.......

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  3. JÁ QUE A JUSTIÇA BRITÂNICA ESTA TÃO PREOCUPADA COM OS CRIMINOSOS BRASILEIROS, QUE TAL ELA EXPORTAR ALGUNS MILHARES DELES P/ O SEU PRÓPRIO PAÍS.TALVEZ ESSA SEJA A FORMULA P/ ACABAR COM AS HIPERLOTAÇÕES DAS PENITENCIARIAS BRASILEIRAS. OS ASPS AGRADECERIAM. APROVEITANDO O ENSEJO PODEM LEVAR NOSSOS POLÍTICOS TAMBÉM, COMEÇANDO PELO GOVERNADOR DE SP.

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  4. Analisando este caso: Todos os funcionários da P2, de Serra Azul, sabiam que isso mais tarde iria acontecer. Trancar, cão e gato no mesmo local, o que aconteceu? Esta ai! Fato. Erro grotesco. Pasmem ainda tem mais, existe sentenciado que tem até PCC, tatuado no braço, e esta lá. O diretor de disciplina sabe, o geral também e para o Sr. coordenador:, não minha unidade não acontece nada, esta tudo bem. pode ficar tranquilo! E o funcionário para o senhor Diretor: Essa cadeia tá "zuada", e o senhor Diretor Geral responde: Zuada porque? Não sejamos hipócritas e muito menos omissos, a Penitenciária 2 de Serra Azul, quem comanda é a PRODUÇÃO, e mais, os caguetas, e puxas sacos e quem tem valor, O careca só ouve o bigodudo, e até mesmo um dos diretores ou integrantes do Sindcop, por um "cargo" se rendem a essa diretoria. Senhores estamos falando da P2 de Serra Azul, aqui onde tudo acontece, que mais parece o " o país das maravilhas " com muitos candidatos a serem "Alice", Vamos fazer o que? Seremos ASP,s, de verdade ou marionetes, pois na hora se trabalhar dobrado, somos severamente cobrados, e na hora de se dar condições de trabalho aceitamos passivamente o que nos é imposto. Vamos acordar.....ninguém quer ficar na faca....

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  5. Meu nome é Eliseu e sou eu a quem o "anônimo" acima se refere. Realmente, sou filiado ao Sindcop desde que ingressei no sistema em 2002. Me filei ainda no curso de formação. Em 2004 comecei a militar pelo sindicato e me orgulho muito disso, pois nunca tive medo de ser vidraça. Tenho consciência que sindicato é o único instrumento de luta que temos. Pena que a maioria não entenda isso e apenas critique, achando que as pessoas que hoje estão a frente do sindicato são proprietários do mesmo. Sendo assim nada fazem e ficam apenas criticando. A maioria nem se filiam e aqueles que são filiado agem como se fossem clientes da entidade sindical e não se tocam que aqueles que hoje dirigem o sindicato não são eternos e que a continuidade do sindicato é responsabilidade de todos. Há, más criticar é mais fácil, não é? Eu ser vidraça? Quero mais é ser pedra. Quem acha que pode fazer melhor forme chapa e concorra às eleições. Elas acontecem a cada quatro anos. Pelo menos o dono do Blog fez isso. Se não venceu é outra história. Pelo menos tentou. Gostaria de dizer ao "anônimo" que estou como diretor de núcleo desde 2009, convidado pela direção anterior e não pela atual. Desde então não tenho mais cargo no sindicato. Sou um filiado como outro qualquer, com a diferença que estou sempre pronto para colaborar com a entidade. Se continuo no cargo é um direito que tenho e não vou entregar por causa de comentários iguais ao seu e te digo mais: Tenho muito interesse em permanecer, até o dia em que me tirarem. Até o dia em que me julgarem competente. Não se esqueça que antes do cargo que agora ocupo sou tão funcionário quanto você. Saudações, "anônimo"

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