terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Agente do CDP de Suzano denuncia abuso no tratamento dos presos, segundo o G1(vídeo)

Assista o vídeo no link abaixo:
Fonte:
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/01/agente-do-cdp-de-suzano-denuncia-abuso-no-tratamento-dos-presos.html


Veja a matéria escrita:
Um agente penitenciário do CDP de Suzano denuncia abusos no tratamento dos presos da unidade, bem como falta de funcionários e superlotação. O agente, que preferiu não se identificar, disse à TV Diário que trabalha diariamente com uma sensação de insegurança. Ele atua há 10 anos como agente penitenciário e desde 2007 está em Suzano.

O servidor público diz ainda que funcionários do CDP de Suzano são obrigados a cortar o fornecimento de água para os presos. "Eles são obrigados e fechar 64 registros de caixa d´água às 22h30 e somente reabri-los às 6h. Isso para que presídio alcance a meta de economia anual. E quando isso acontece, o diretor da unidade ganha um décimo quarto salário", explica o agente. Ele diz que esse problema tem revoltado os presos. "Eu diria que é uma bomba que tem um pavio. E esse pavio já está aceso.

O diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Luciano Rodrigues, confirma o que diz o funcionários de Suzano, sobre a superlotação e a falta de funcionários. "De acordo com alguns estudos, deveria ser um agente para cada cinco detentos. Esse número está defasado. Hoje são um agente cuida em média de 20 detentos", explica.

O CDP de Suzano abriga atualmente 2.246 presos, mas a capacidade é para 768 internos. "Isso compromete não só a segurança, mas afeta a saúde do agente. Hoje temos funcionários afastados fazendo tratamento psicológico. É humanamente impossível a pessoa entrar para trabalhar e ficar doze horas trancado tentando resolver esses conflitos internos", diz Rodrigues.

O advogado criminalista Vitor Monacelli Fachinetti, que também é membro do Conselho Penitenciário Estadual diz que a sociedade não deve ignorar as condições desumadas dentro das prisões. Isso faz com que facções criminosas aproveiram a falta de estrutura para controlar as prisões. "O preso sai da sociedade e vai voltar a ela, já que não temos pena de morte no Brasil. E ele precisa voltar reformando a sua mente, seus atos e percebendo que ele vai ter condições de trabalho e educação para si e para os seus na sociedade", explica o advogado.

Nota
Em nota, a secretaria de Administração Penitenciária disse que os funcionários da pasta, como o diretor do CDP de Suzano, por exemplo, não tem autorização pra dar entrevista por questões de segurança. O governo do estado disse que não há falta de água e sim o controle do uso, já que os equipamentos de bombeamento estão sobrecarregados. A secretaria de Administração Penitenciária disse também que está em vigência um plano de expansão que pretende aumentar em quase 10 mil o número de vagas no sistema carcerário.

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