domingo, 12 de janeiro de 2014

Presa de 38 anos morre na penitenciária de Tremembé, SP, segundo o G1.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2014/01/presa-de-38-anos-morre-na-penitenciaria-de-tremembe-sp.html
Presa de 38 anos morre na penitenciária de Tremembé, SP

Laudo do IML aponta um hemorragia digestiva como causa da morte.
Família acusa negligência do Estado; Polícia Civil vai investigar ocorrido.


Carolina Teodora Do G1 Vale do Paraíba e Região

Penitenciária feminina 2 de Tremembé abriga 900 detentas. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)Penitenciária feminina 2 de Tremembé abriga 900
detentas. (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)

Uma presa de 38 anos morreu na penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, na tarde da última sexta-feira (10). O caso só veio à tona neste sábado (11) após a família, que acusa o estado de negligência, chegar de São Paulo para dar início ao processo do enterro. O Estado informou que irá investigar o ocorrido.

Kelli Cristina da Silva, que estava presa na unidade há 1 ano e 3 meses por tráfico de drogas, sofria de problemas cardíacos, mas morreu por hemorragia digestiva, de acordo com o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML). A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que ela foi encontrada desmaiada pela enfermeira do presídio (leia texto abaixo).

A família da detenta reclama da demora no socorro médico e busca explicações do que ocorreu no interior da cela. Segundo eles, inicialmente, foi informado que ela havia morrido em decorrência de uma parada cardíaca, mas o laudo do IML identificou outro motivo.



“Fui na penitenciária buscar os documentos dela e me contaram que ela estava pedindo socorro desde cedo, mas só foi socorrida depois das 14h”, disse o cunhado da presa. Dados da SAP mostram que em todo o ano de 2013 foram registrados 22 homicídios nas 158 unidades prisionais paulistas. A P2 Feminina de Tremembé tem capacidade para 664 detentas, mas abriga 894.

A morte de Kelli ocorre na semana que a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo de Pedrinhas, onde presos foram decapitados dentro da penitenciária.

No início dessa semana, a Defensoria Pública ingressou com uma ação civil na Justiça contra o Estado e a Prefeitura de Tremembé por falta de ginecologistas e pediatras para atender as detentas da P2. O pedido foi baseado em denúncia de parentes, visitas na unidade e em relatórios apresentados pela própria diretoria do presídio.

Veja íntegra da nota da SAP
A Secretaria da Administração Penitenciária informa que por volta das 14h20 de 10/01 presas da Penitenciária Feminina II de Tremembé chamaram com urgência agentes da unidade, pois a reeducanda Kelli Cristina da Silva havia desmaiado.

Kelli foi imediatamente encaminhada ao Pronto Socorro Municipal de Tremembe, acompanhada por enfermeira da unidade, com batimentos cardíacos fracos e pressão baixa. Infelizmente, o médico que a atendeu no Pronto Socorro atestou o óbito as 14h50 por parada cardíaca.

Os familiares de Kelli foram comunicados do fato. A autoridade policial, como é de praxe em casos de falecimento dentro de unidade prisional, determinou a realização de exame necroscópico no corpo, que está no IML. Foi instaurado procedimento apuratório sobre os fatos. A Polícia Civil está investigando o ocorrido.

Ressalvamos que Kelli era hipertensa e apresentava sintomas de cardiopatia, sendo acompanhada pela equipe de saúde da unidade. Ela também recebia medicação controlada (psicotrópicos), já tendo passado por psiquiatra. A reeducanda estava há um ano e três meses na Penitenciária e tinha bom comportamento.

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