terça-feira, 1 de março de 2016

Entrevista de ASP ao G1 sobre o CDP Vila Independência



Independente do sindicato que esse colega faz parte, ele foi muito feliz nas declarações ao G1 sobre o ocorrido no CDP de Vila Independência, teve sorte também que aparentemente o jornal foi fiel as suas declarações, já que muitas vezes até as entrevistas concedidas pelos ASPs são deturpadas por essa imprensa que nos taxa de corruptos e torturadores.

Parabéns Jacques!


Esse é o título e sub título da matéria do jornal G1, que deixa em segundo plano os ataques sofridos pelos dois agentes:
Justiça apura se agentes torturaram e deixaram nus detentos em CDP de SP
Mais de 30 presos do CDP Vila Independência alegam ter sido agredidos.
Alguns atacaram 2 funcionários; agentes dizem ter usado força moderada.


Veja a entrevista do ASP Jacques:

"Segundo Jacques, a confusão começou quando o agente penitenciário responsável pela abertura e fechamento das celas do pavilhão 4, conhecido como zelador, foi agredido por mais detentos.“Ele entrou para fazer o fechamento das celas e os presos disseram que não iam entrar. Então, ele disse que ia sair, quando levou uma rasteira e foi agredido por mais de 50 presos”, contou. "Logo após o tumulto, por medida de segurança, os demais pavilhões foram fechados e o GIR veio e trancou os presos que estavam amotinados”.

Ele disse que quando o GIR chegou no pavilhão, os presos haviam feito uma barricada. “Vários presos entraram correndo nas celas. O espaço da passagem é o espaço de uma porta. Imagine 30 [presos] tentando passar ao mesmo tempo, eles mesmos acabam se machucando”.

Cada unidade do GIR entra em ação com 20 homens em média, segundo o diretor do sindicato dos agentes.“Teve [detento] que fez barricada e foi pra cima do GIR quando a tropa entrou e acabou levando bala de borracha”, declarou. “Quando um pavilhão está amotinado, como o caso do pavilhão 4, não tem como fazer o procedimento de fechar o raio sem o uso da força moderada”.

Ele confirmou que foram usadas munições não-letais e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os detentos e socorrer o funcionário que era espancado. “Os presos estavam com canecas na mão cheias de Maria Louca. Eles estavam visivelmente alterados”, disse Sá Jacques. Maria Louca é nome da bebida alcoólica produzida pelos presos com restos de alimentos, como arroz, dentro das celas.

O diretor do sindicato não soube informar quantos presos acabaram se machucando oficialmente. “Quando o agente era agredido era tanta gente batendo, que uns [detentos] acabam agredindo os outros [presos]. Obviamente que um ou outro acaba se machucando no confronto com os agentes”.

As visitas de familiares aos detentos do CDP Independência devem ser reabertas neste fim de semana."

Veja a matéria na íntegra:


Nenhum comentário:

Postar um comentário



Seu comentário é bem vindo, porém não será postado caso o moderador entenda que existam ofensas ou que não se aplique ao assunto da postagem.

Identificando-se, sua crítica, favorável ou contrária, terá mais credibilidade e respeitabilidade junto aos leitores.

Comente a postagem, para perguntas ou bate papo com o autor do BLOG,
jenisdeandrade@yahoo.com.br,
Jenis de Andrade no Facebook.