quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ação das Forças Armadas em presídios terá mil homens ao custo de R$ 10 milhões, segundo UOL.


Ou seja, irão investir no incerto em vez de valorizar os próprios trabalhadores do sistema prisional.

Fonte: UOL
Ação das Forças Armadas em presídios terá mil homens ao custo de R$ 10 milhões
Nathan Lopes
Do UOL, em São Paulo 18/01/201710h33 > Atualizada 18/01/201711h44


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quarta-feira (18) que, inicialmente, mil agentes das Forças Armadas vão atuar na varredura de presídios estaduais do país. Para que os militares entrem em ação, porém, é necessário que cada Estado faça o pedido de ajuda formalmente.

Jungmann disse esperar que ao menos seis governadores façam o pedido já hoje. O início do programa deve ser dar em "oito ou dez dias", disse o ministro em Brasília. Neste momento, o foco é no planejamento, com levantamento de informações, como recursos materiais necessários: "as ferramentas e os equipamentos necessários para essa tarefa".

Ao apresentar detalhes sobre a "missão" dada ontem pelo presidente Michel Temer --que, hoje, recebe os governadores de Rondônia, Acre, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará e Tocantins--, o ministro informou que o "orçamento mínimo" para o projeto é de R$ 10 milhões, mas que esse valor pode variar conforme a demanda dos Estados pelo apoio das Forças Armadas.

"A previsão inicial que nós estamos imaginando é em torno de mil homens e cerca de 30 equipes. Como nós atuamos a partir de demanda, evidentemente que esse número pode vir a crescer." Segundo o ministro, há "condições e disponibilidade para acompanhar essas necessidades caso elas venham a ocorrer."

O início do ano tem sido marcado por mortes em presídios do país. Massacres foram registrados no Amazonas (64 detentos mortos), em Roraima (33) e no Rio Grande do Norte (26).
A "priorização das solicitações", segundo o ministro, será definida com o apoio do Ministério da Justiça. "Porque a Polícia Federal tem um sistema de informações relacionado exatamente ao sistema prisional, acompanhando o que se passa [nos presídios]. Então nós vamos fazer o levantamento em termos de inteligência, de informações e fazer essa priorização."

Sem contato
Jungmann reforçou que as Forças Armadas não terão contato com os detentos. "[Elas] não irão operar e controlar presídios. Vamos fazer varreduras e limpezas nessas unidades. As Forças Armadas não vão manejar os presos e não vão substituir policiais e agentes penitenciários". E lembrou que a atuação será "em conjunto com as forças locais."

Para que as vistorias sejam realizadas, Jungamann disse que os presos serão deslocados dentro do presídio ou para outros locais serão as polícias locais ou a Força Nacional.

O ministro, porém, afirmou que, se fosse necessário, haveria base legal para elas atuarem nos presídios.

O decreto assinado por Temer autorizando o uso das Forças Armadas em presídios tem validade de doze meses.

De acordo com o texto, as Forças Armadas executarão atividades em presídios para a detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos. "Um vetor que multiplica, intensifica essa tragédia é a posse de armas, facas, barras de ferro, munição, revólver no interior desses presídios", disse Jungmann. "O fato de existir tudo isso, além de drogas, amplifica essa tragédia humana."

Sobre as vistorias, o ministro declarou que é importante que a informação de quando elas vão ocorrer em determinado presídio não vaze antes da execução, o que poderá implicar no "insucesso" da tarefa.

O ministro também ressaltou a importância dos Estados em manter a ordem após as varreduras. "Compete aos Estados responder para que essa limpeza permaneça naquele presídio. Vamos fazer treinamento e capacitação de equipes", lembrando que isto dependerá do desejo de cada unidade da federação.

Ele lembrou que o PNS (Plano Nacional de Segurança) --que começa em três capitais em 15 de fevereiro-- disponibiliza verbas para a compra de bloqueadores de celular, raio-X, scanners e outros equipamentos, que deverão ser solicitas pelas unidades da federação para manter a segurança nas penitenciárias.

Sobre críticas que a atuação das Forças Armadas em presídios, o ministro relembrou o trabalho realizado durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio, em agosto e setembro do ano passado. "Fizemos varredura e limpeza de todos os imóveis. Temos qualificação e pessoal treinado para dar conta desse tipo de tarefa."

FORÇAS ARMADAS VÃO ATUAR EM INSPEÇÕES NOS PRESÍDIOS

7 comentários:

  1. Investir em nossa profissão o governo não quer né, melhores salários, investimentos em equipamentos de segurança...etc!!! É o fim da nossa classe mesmo, governo covarde.

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  2. é a melhor solução, não tenho nenhuma dúvida. Mas é necessário separar o joio do trigo, por que dentro das prisões brasileiras existem presos que só estão lá ou por falha da justiça ou porque não tem no minimo um advogado decente ou são defendidos por verdadeiros rábulas.

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  3. Quero só ver as forças armadas fazendo revistas em celas, colocando a mão no vaso sanitário, no cano do esgoto e entrar no barraco do ladrão cheio de tiricia. Eles não tem noção do que é o sistema prisional brasileiro.

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  4. Balela os militares não entendi nada de presídio.



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  5. O custo benefício com a criação PEC 304 - Polícia Penal seria Zero para estado e seria mais eficaz com certeza a curto prazo.

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  6. e tome dinheiro público ( meu e seu ) indo pro ralo. pensei que fosse incompetência mas não é não. É SACANAGEM MESMO.

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  7. A desvalorização do agente penitenciário e grande, vão investir 30 milhões em nas forcas armadas, porque não investir no ASP.E daqui doze meses, vai sobrar para o ASP. E a PEC 308, porque não esta no programa de segurança. quem somos para o pais, qual e a nossa importância para o sistema penitenciário.

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