quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CPP de Hortolândia recebe detentos de unidade rebelada em Bauru, SP

Fonte: G1


CPP de Hortolândia recebe detentos de unidade rebelada em Bauru, SP
Movimentação ocorreu na madrugada desta quarta (25); SAP não comenta.
Sindicato dos agentes diz que transferência agrava superlotação do local.
Fernando Evans
Do G1 Campinas e Região

Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia 


Detentos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP 3) de Bauru (SP), que na terça-feira (24) foi palco de uma rebelião, foram transferidos na madrugada desta quarta-feira (30) para o Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia.
Funcionários da unidade prisional em Hortolândia (SP) confirmaram ao G1 a movimentação na madrugada, mas não souberam detalhar o número de transferidos. "Foram pelo menos oito caminhões com detentos que chegaram ao CPP (Centro de Progressão Penitenciária)", disse um agente, que preferiu não se identificar.
Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que não se manifesta sobre a transferência de presos por questões de segurança. Durante a rebelião de terça-feira (24) em Bauru, 152 detentos fugiram. De acordo com a SAP, 109 foram recuperados até às 11h30 desta quarta-feira.
Em nota, o órgão destacou que com a rebelião ocorrida em Bauru "está previsto a remoção de presos para outras unidades de regime semiaberto, mediante a necessidade de adequação da população, visto que diante dos atos de subversão à ordem e segurança, parte dos alojamentos deverão ser desativados".
A SAP complementa informando que o restante da população do CPP de Bauru será abrigada nos alojamentos que não sofreram avarias ou que foram pouco danificados. "Todos os presos envolvidos no episódio e os apreendidos regredirão ao regime fechado", diz a nota.
Preocupação
No começo deste mês, o Sindicado dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária de São Paulo (Sindespe) enviou um comunicado à SAP solicitando medidas de segurança para evitar que a crise prisional deflagrada com a guerra de facções se instaure nos presídios paulistas.
Antonio Pereira Ramos, presidente do Sindespe, revelou que o clima de tensão que já existia no Complexo Campinas-Hortolândia piorou na madrugada. “A transferência deixou ainda pior uma situação ruim que existe nessas unidades, que estão superlotadas.”
Um agente do complexo disse ao G1 que a superlotação preocupa funcionários. "Você não sabe quando tudo isso pode estourar", destacou.

3 comentários:

  1. LAMENTÁVEL.O CAOS ESTÁ SE INSTALANDO.

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  2. JENIS EU TRABALHO NO CPPH E DIGO QUE ESTA TRANSFERÊNCIA FOI IRRESPONSÁVEL POIS OCORREU DE MADRUGADA SEM NENHUMA SEGURANÇA COM APENAS 10 AGENTES NO PLANTÃO DA NOITE, FOI 112 DETENTOS.E PEÇO UMA COISA A VC ,MOBILIZA A IMPRENSA PORQUE ESTA CADEIA NÃO VAI AGUENTAR MUITO TEMPO, VAI QUEBRAR LOGO,CELA PARA 5 DETENTOS HOJE ESTÁ COM 20 A 22 SEM ACRESCENTAR O BONDE.OUTRA COISA IRRESPONSÁVEL QUE ACONTECE NO CPPH,NA MADRUGADA AS 3 HORAS O AGENTE DO SETOR DE COZINHA SOLTA 20 DETENTOS PARA FAZER A "BOIA" DO CDP CAMPINAS,PORTANTO A CADEIA FICA NA MÃO DOS DETENTOS E A QUALQUER MOMENTO O BICHO VAI PEGAR,TODOS AGENTES ESTÃO APREENSIVOS POIS NÓS SABEMOS DE QUEM PAGA O PATO É SEMPRE O GUARDA,EU NEM POSSO ME IDENTIFICAR AQUI,SOCORRO !!!

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  3. OU a SAP entra no acordo com o Judiciário/Ministério Público/Defensoria/OAB para por logo em funcionamento a súmula vinculante do STF que determina que o preso do semi-aberto não pode ficar em presídio de regime fechado e que os presos do regime semia-berto com data mais perto de terminar a pena devem ir terminar de cumprir a pena em casa com ou sem tornozeleira, adequando-se o número de presos ao de vagas dos presídios de semi-aberto... Deviam implantar a súmula vinculante logo, ou vai ser uma quebradeira total nesses presídios de semi-aberto. A solução da crise das vagas prisionais, em especial as do regime semi-aberto já está dada pelo STF há muito tempo, pela Súmula Vinculante, o problema é que ninguém se mexeu até agora para colocá-la em prática, apesar de ser uma súmula vinculante. Nem a SAP, nem o Judiciário, nem o Ministério Público, nem as Defensorias, nem os membros da Ordem dos Advogados do Brasil, etc... se não se mexerem, os presos vão tentar fazer valer o direito, a súmula, do jeito deles... e aí só haverá perdas para os dois lados, mas uma coisa é certa: para quem já está na merda, nada tem a perder. Começar mandando para casa terminar de cumprir a pena em forma de condicional com ou sem tornozeleira os presos do semi-aberto mais próximos de terminar a pena e que nunca cometeram faltas disciplinares nos presídios, seria a melhor forma de adequar o número de vagas de semi-aberto ao número de presos de semi-aberto e de dar um grande valor ao bom comportamento do preso e consequentemente afirmar a autoridade dos agentes prisionais que trabalham tanto nos presídios do regime fechado, como nos do presídios de semi-aberto.

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