quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Matéria do G1 sobre presídios de Casa Branca, Itirapina e Araraquara-SP.

Penitenciárias da região estão com nº de presos 46,7% acima da capacidade
Situação preocupa moradores, que temem rebelião e fuga de presos.
SAP diz que estão sendo construídos 2 centros de detenção provisória.
Do G1 São Carlos e Araraquara

As penitenciárias de Araraquara, Casa Branca e Itirapina (SP) estão com 46,7% mais presos do que a capacidade. Nas 3 cidades, a capacidade total é para 3.583 presos, mas atualmente são 5.259. A situação preocupa os moradores, que temem que a superlotação possa ser motivo para começar uma rebelião e fuga de presos.
É um clima de total estresse e descontentamento, tanto por parte dos funcionários quanto dos presos. Vai se tornando a cada dia que passa uma situação mais complicada"
Antônio Pereira Ramos, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários
A Secretaria Estadual a Administração Penitenciária (SAP) informou que estão sendo construídos dois centros de detenção provisória na região.
“É um clima de total estresse e descontentamento, tanto por parte dos funcionários quanto dos presos. Vai se tornando a cada dia que passa uma situação mais complicada”, afirmou Antônio Pereira Ramos, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários.

Penitenciárias em números
Em Araraquara, a capacidade é para 1.061 presos, mas está com 1.405, 32% a mais. Em Casa Branca, deveriam ser abrigados 926 presos, mas há 1.513. Na penitenciária 1 de Itirapina, a capacidade é para 316 detentos, mas há 734. Já na penitenciária 2, deveria ter 1.280 presos, mas está com 1.607. Em uma das celas, onde deveriam ter nove detentos, tem 17.



Penitenciárias da região estão superlotadas (Foto: Ely Venâncio/EPTV)


Penitenciárias da região estão superlotadas
(Foto: Ely Venâncio/EPTV)
Segundo o defensor público das Execuções Penais Vinícius da Paz Leite, a quantidade de presos provisórios agrava o problema, já que oito em cada dez ainda não foram julgados. “São pessoas presas cautelarmente, quando o réu pode destruir provas ou fugir do distrito da culpa. Muitas vezes esses réus são declarados inocentes no final do processo”.
Políticas de inclusão e empregos
Para Leite, uma das saídas para diminuir a população carcerária é a criação de políticas de inclusão social e geração de empregos. “Há um problema de superencarceiramento da população pobre, principalmente ao pequeno tráfico de drogas. No Brasil, 27% dos presos são primários, com pouca quantidade de drogas”.
O defensor público das Execuções Penais Vinícius da Paz Leite (Foto: Ely Venâncio/ EPTV)
O defensor público das Execuções Penais
Vinícius da Paz Leite (Foto: Ely Venâncio/ EPTV)
Ainda de acordo com o defensor público, a construção de novos presídios não é a solução para o problema. “Há uma ideia aqui no Brasil de que aumentando as penas diminuiriam os crimes cometidos, na verdade é o contrário, quanto mais se aumenta as penas, mais pessoas ficam encarceradas e por mais tempo”.

Novos centros de detenção
A Secretaria Estadual a Administração Penitenciária (SAP) informou que na região estão sendo construídos dois centros de detenção provisória, em Aguaí e Santa Cruz da Conceição.

7 comentários:

  1. Essa situação é generalizada no "Complexo" de Pinheiros a capacidade é de 2000 presos e tem hoje mais de 6000, dependendo do dia beira os 7000. Acredito que penas mais rígidas (para crimes hediondos, contra a vida e tráfico) diminuiria sim a criminalidade, penas brandas e inócuas aos menores estão criando um verdadeiro exército do crime.

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  2. Pra desviar o foco os sindicatos estão ingressando com várias ações contra o estado, para desviar o foco do aumento e receber o imposto sindical, não caiam nessa,formem grupos nas unidades e ingressem com advogados particulares e banana para estes surrupiadores.

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  3. Construções de presídios é o mesmo que "enxugar gelo".Cadê os grandes pseudos especialistas da segurança??Investimentos maciço nas fronteiras combatendo o narcotráfico e discriminalizando os traficantinhos....Quando é invadido um morro,prendem 10 a 20 "Zé ruelas" com menos de quilo de drogas mas não se vê ou raramente se vê uma apreensão de um grande distribuidor ou até mesmo um produtor. É o mesmo que prender os donos de bares e não irem atrás dos distribuidores nem tampouco atrás das AMBEVs da vida.O resto é "enxugar gelo"...

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  4. No CDP de Piracicaba (Cadeião) a capacidade é pra 514 detentos e estamos trabalhando com 1250 !!! Sendo que tinha 1620 detentos, a diferença é que o restante foi pra Penita Nova de Pira...Esses outros Presidios tá mamão com mel.. Mas mesmo assim a superlotação e quadro funcional abaixo do que precisa pra trabalhar com segurança.

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  5. Para diminuir a população carcerária, só aumentando as penas. Livrando cara de bandidos com penas brandas só aumentando a criminalidade, por tira o medo.

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    1. Medo de que?????????? de cumprir pena com direito a médico ,dentista psicólogo,advogado,e um batalhão de entidades de direitos humanos sem contar ainda com os ASPs que não pode ouvir um detento pedir algo que já saem que nem "louco" para resolver.Ah ia me esquecendo café da manhã,almoço,café da tarde e jantar.E ainda ouço ASP dizendo que é pouca alimentação para os "coitadinhos"."ô lugar,..........

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  6. Em diadema já chegou ter cela com 60 vagabundos e mesmo assim nos Asp fazemos o trampo de Boa, vagabundo tem QUE sofrer , como diZemos la .o limite é o teto.kkkkkk. temos que focar no aumento de salário., mais Asp e aevp não se unem.este aevp de diadema envergonha. Nojo de ser aevp

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