sábado, 11 de março de 2017

Paraná deve ter aprendido com SP, diz que não houve rebelião, que foi motim, mesmo com agente refém por 22 horas.

Aqui em SP, presos podem quebrar a cadeia toda que os representantes do desgoverno dirão que é um FATO ISOLADO ou MOTIM e que não é REBELIÃO. Já postei aqui nesse blog o significado de MOTIM, diz que é a mesma coisa que REBELIÃO, só que colocam que MOTIM é um mal menor.

Esses desgovernos estão brincando com a vida dos trabalhadores.

Veja desabafo que a agente penitenciária fez quando estava de refém no link abaixo:
http://jenisandrade.blogspot.com.br/2017/03/desabafo-coerente-da-agente.html




Veja a matéria do UOL repercutindo a fala do desgoverno do PR:

Para Sesp, motim que acabou com refém ferida “não foi rebelião”
Publicado: 10, março 2017 às 18:40
Postado por: Jordana Martinez

sesp
Roger Pereira

Mesmo tendo levado 22 horas para ser controlado, o motim da Penitenciária Feminina de Piraquara foi considerado um pequeno incidente, não podendo ser classificada como uma rebelião pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, que segue afirmando que, há dois anos, não acontece um grande evento de rebelião no Sistema Penitenciário do Estado.

“O que aconteceu não pode ser chamado de rebelião, não houve indício de participação de crime organizado não houve planejamento prévio. O que houve foi um fato isolado, em que se aproveitou a ação de uma presa contra uma agente para se apresentar algumas reivindicações”, disse o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita. “Uma presa tomou uma agente, PPS pegou as chaves e abriu as celas, iniciando o motim, com as presas fazendo suas reivindicações”, acrescentou, explicando que o motim durou quase 24 horas porque todos os protocolos internacionais de negociação foram seguidos.

O diretor do Departamento Penitenciário do Estado, Luiz Alberto Cartaxo explicou que o motim começou por volta das 17h30 de quinta-feira, quando uma das presas que retornava do atendimento médico teve acesso a um caco de vidro e rendeu uma agente, a manteve refém, ameaçou sua vida, e, com isso, conseguiu acesso a chaves e abriu uma galeria, soltando 70 presas. O motim foi considerado encerrado à 15h30 desta sexta-feira.

Chamado a participar das negociações por reivindicação dos presos, o juiz da Vara de Execuções Penais Eduardo Fagundes, informou que as presas reivindicavam melhoria na alimentação, na rotina interna do presídio, na redução da superlotação da unidade e, ainda, a realização de um mutirão carcerário exclusivo para as presas, para rever os processos das detentas. “O que já estava previsto e assumimos o compromisso de adiantá-lo para o início de abril”, contou.

Cartaxo contou ainda que a agente Ana Paula, que foi mantida refém durante as 22 horas de motim, sofreu “apenas” um arranhão nas costas, disse que não foi agredida pelas presas, que estava bem de saúde e que os áudios gravados por ela que circularam durante o motim foram feitos com ela sob ameaça de um estoque no pescoço. “Por isso ela disse tudo o que as presas pediram para ela falar”, relatou.

Ferida, refém é libertada e encaminhada a pronto-socorro
Agente refém chora em áudio, mas diz que não está ferida
Explosão de artefato atrasou negociações

Um incidente ocorrido por volta das 9h da manhã desta sexta-feira, quando a negociação entre a Polícia Militar e as presas rebeladas na Penitenciária Feminina de Piraquara caminhava para um final satisfatório, quase pôs fim aos avanços conseguidos pelos negociadores. Um artefato de fumaça (a Secretaria de Segurança ainda não sabe informar se foi uma bomba ou um spray de gás) foi disparado por um policial militar, gerando tumulto dentro da unidade.

O comandante do 6º Comando Regional da PM, Coronel Cherade Elias Geha, que comandou a operação, disse acreditar que o disparo foi acidental. “O agente que efetuou o disparo foi retirado da operação e será ouvido em inquérito que será aberto para apurar exclusivamente esse incidente. O fato ocorreu pela manhã, após uma madrugada inteira de negociação, o cansaço pode ter sido determinante para o erro”, disse. “Perdemos tempo, mas a negociações foram retomadas e chegamos ao sucesso, com o fim do motim sem nenhuma ocorrência grave”, concluiu.

Depen nega superlotação

O diretor do Depen afirmou que não há superlotação na Penitenciária Feminina de Piraquara (PFP), apesar de haver, na unidade, 440 presas e sua capacidade ser de 370. “Estamos com um pouco mais de 10% de presas a mais, isso não é superlotação. Vocês conhecem o sistema penitenciário, sabem o que é superlotação. Tínhamos superlotação nas cadeias, quando tínhamos mais de 100 presos em espaço para 20”, afirmou.

Cartaxo admitiu, no entanto, que a transferência de mais de 100 presas da unidade feminina da Penitenciária Central do Estado, desativada em outubro do ano passado, para a PFP pode ter contribuído para o acirramento dos ânimos na unidade. “Não pelo aumento no número de presas, mas pela criação de dois grupos diferentes na unidade, e isso leva tempo para contornar”, disse.

O diretor também contestou a reclamação dos Sindicatos de Agentes Penitenciários de que falta efetivo na unidade. “Há 103 agentes na unidade, para 440 presas. As recomendações internacionais são de um agente para cada cinco presos”, alega. Questionado sobre a afirmação do sindicato de que em plantões noturnos apenas cinco agentes tomam conta da unidade, ele afirmou apenas que “isso não é verdade”.

Cartaxo minimizou ainda o fato de a agente vítima das presas ser uma agente de cadeia, contratada por processo simplificado de seleção e não submetida a todos os treinamentos de um agente penitenciário. “Era uma agente experiente, com quatro anos de atuação, que foi vítima de uma circunstância. O que temos que fazer é investir em tecnologia a ponto de chegarmos ao contato zero entre agentes e presos”, afirmou.



3 comentários:

  1. Seguem a mesma cartilha,afinal é administrada pelo mesmo partido!

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  2. Bando de canalhas, não foram eles que sofreu violência psicológica.

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  3. sERÁ QUE PRECISA MORRER ALGUÉM PARA QUE ESSE "MOTIM" SEJA CONSIDERADO UMA REBELIÃO!!

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