quarta-feira, 24 de maio de 2017

Manifestação em Brasília tem confrontos e fecha ministérios.

Fonte: Veja

Manifestação em Brasília tem confrontos e fecha ministérios; siga
Presidente Michel Temer (PMDB) põe 1.200 militares do Exército para tentar conter protesto, que reuniu cerca de 35 mil manifestantes, segundo governo do DF

Por Da Redação access_time 24 maio 2017, 18h35 - Atualizado em 24 maio 2017, 19h16 more_horiz






Manifestantes do Ocupa Brasília pedem Fora Temer
Tumulto entre policiais e manifestantes durante ato convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e outros sindicatos de várias partes do Brasil - 24/05/2017 (Andressa Anholete/AFP)
Cerca de 35 mil pessoas, segundo estimativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, protestaram em Brasília nesta quarta-feira contra o presidente Michel Temer (PMDB), em ato que teve confronto com a Polícia Militar – com direito a bombas de gás e de efeito moral -, feridos, prisões e ao menos três ministérios incendiados e outros depredados. O número de feridos e presos ainda não foi divulgado.

O protesto foi convocado por centrais sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), partidos de esquerda como PT, PSTU, PCdoB e PSOL, movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e organizações de esquerda como as frentes Povo sem Medo e Brasil Popular.

Os confrontos e depredações nas ruas levaram Temer a assinar um decreto chamado GLO (Garantia da Lei e da Ordem), autorizando o uso das Forças Armadas para conter os manifestantes. Ao menos 1.200 homens do Exército foram colocados imediatamente nas ruas. O decreto, que vale por uma semana, foi duramente criticado por deputados e senadores e levou à bate-bocas, empurrões e suspensão de votações na Câmara e no Senado.




Veja abaixo como foi o dia de manifestações na capital federal:



18h35 – O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) criticou os manifestantes durante toda a tarde nas redes sociais, mas cometeu um deslize ao publicar a foto abaixo como sendo do incêndio no prédio do Ministério da Agricultura, mas não é: é de uma ocorrência em prédio do INSS em 2005. Logo depois, ele se corrigiu.


(Reprodução/Reprodução)

(Reprodução/Reprodução)
18:30 – A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal estimou em 35 mil o número de manifestantes nas ruas de Brasília nesta quarta-feira.


Manifestação em Brasília contra o governo Temer e pela convocação de eleições diretas – 24/05/2017 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

18:10 – Principal adversário do governo Temer no PMDB, o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) criticou a decisão do Executivo de convocar as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem e declarou que “não serão as Forças Armadas que irão sustentar esse governo”. “É constitucional chamar as Forças Armadas, mas beira a insensatez fazer isso em um momento em que o país pega fogo. Beira a irresponsabilidade. E fazer isso de forma dissimulada, dizer que foi a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, que negou. Fazer isso dissimuladamente e atribuir ao presidente da Câmara dos Deputados é um horror. Se esse governo não se sustenta, [se] é verdade ou não é, não serão as Forças Armadas que irão sustentar esse governo”.

18:02 – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou o ofício que enviou ao presidente Michel Temer (PMDB) mostrando que ele pediu o apoio da Força Nacional de Segurança, não dos militares das Forças Armadas. Temer autorizou e colocou nas ruas 1.200 militares dizendo que atendeu a pedido de Maia.


(//VEJA)

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