quinta-feira, 22 de junho de 2017

Até o TCE diz que falta tecnologia e agentes nos presídios paulistas.

Denunciamos nesse blog desde o ano de 2009, agora até o Tribunal de Contas do Estado diz que o sistema prisional paulista tem falta de bloqueadores de celular e de agentes penitenciários, isso porque não citaram a falta de Scanner Corporal e a HIPERLOTAÇÃO.

Fonte da matéria abaixo: Globo News
Relatório do TCE aponta que 85% dos presídios não têm bloqueadores de celular
Tribunal de Contas de São Paulo aponta falta de tecnologia e déficit de agentes penitenciários nos presídios do estado.

Por G1 SP
20/06/2017 20h49 Atualizado 21/06/2017 08h01

Relatório mostra que 25 celulares são apreendidos por dia nos presídios de São Paulo
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) aponta que 25 aparelhos de celular são apreendidos por dia nas penitenciárias paulistas. O documento aponta, ainda, que faltam agentes penitenciários, além de aparelhos de raios-X (detectores de metal) e bloqueadores de sinal de celular nos presídios do estado.




O TCE-SP afirma que mais de 36 mil aparelhos de celular foram apreendidos dentro das penitenciárias de São Paulo entre 2013 e 2016, sendo que 43% das apreensões ocorreram dentro das celas. Segundo o relatório, 85% dos presídios não possuem bloqueadores de sinal de celular e 18% dos detectores de metais estão sem funcionar.

Em entrevista à GloboNews, o gerente de sistemas de justiça do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, diz acreditar que esses números são preocupantes em função do papel que o celular assume na prática de crimes. "São muito conhecidos os golpes aplicados, como o de falso sequestro, e esses aparelhos são utilizados na coordenação dos crimes fora do presídio", disse.

Segundo ele, a presença desse aparato tecnológico poderia ainda impedir a entrada de armas nos presídios, além de contribuir para a ressocialização do preso. "Com o detector de metal, a gente poderia abandonar a revista íntima a que os familiares ainda são submetidos nas prisões de São Paulo", declara. "É algo bastante constrangedor, que viola o direito das mulheres e afasta muitos familiares do convívio com os presos, o que faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade de se ressocializar."

Maconha e celular encontrados em partes íntimas de mulher (Foto: Divulgação/SAP) Maconha e celular encontrados em partes íntimas de mulher (Foto: Divulgação/SAP)
Maconha e celular encontrados em partes íntimas de mulher (Foto: Divulgação/SAP)

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