quinta-feira, 29 de junho de 2017

Fuga em presídio paulista mobiliza equipes de polícia.


Se trata do CPP de Mongaguá, um presídio de regime semi aberto que está com 2.649 presos com 1.009 presos acima da capacidade, presídios de regime semi aberto no Brasil precisa ser revisto, já que não tem segurança de AEVPs ou policiais militares, a segurança externa é responsabilidade do próprio agente penitenciário.

Precisamos de AEVPs nos presídios de regime semi aberto aqui em São Paulo.
Em uma unidade de regime semi aberto que trabalhei na década de 90, um ex preso pulou um muro, dois alambrados, entrou no pavilhão e deu um tiro no preso.
Vimos rebeliões e megas fugas em presídios de regime semi aberto recentemente...

Fonte da matéria abaixo: TV Tribuna.




Fuga em penitenciária superlotada mobiliza equipes da polícia em Mongaguá, SP
Quatro detentos foram flagrados pulando o alambrado e escalando o muro.
Por G1 Santos
28/06/2017 17h25 Atualizado há 11 horas

Fuga ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna) 


Ao menos quatro presos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá, no litoral de São Paulo, nesta quarta-feira (28). A unidade tem capacidade para receber até 1.640 detentos, mas atualmente tem população de 2.649 homens, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
A fuga acontece dois dias depois da Justiça determinar que o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, também no litoral paulista, não receba mais presos. O motivo é a superlotação da unidade, que é capaz de receber até 842 detentos, mas tem população de 2.121. O estado prometeu recorrer da decisão, assim que fosse oficialmente notificado.
A SAP informou, por meio de nota, que a fuga desta quarta-feira foi notada por volta das 14h por um agente de segurança em uma das torres de vigilância. Os quatro reenducandos foram flagrados escalando o alambrado e, em seguida, pulando o muro que contorna a unidade. As equipes da própria unidade foram acionadas.
Ao notarem a movimentação dos agentes, dois dos presos retornaram ao centro de progressão voluntariamente, pulando novamente o muro e escalando o alambrado. Os outros dois correram em direção ao matagal localizado no entorno e, apesar da mobilização das equipes da Polícia Militar, não foram localizados até o momento.
O CPP localiza-se no bairro Balneário Arara Vermelha, em meio à vegetação e em uma região afastada da região central da cidade. A Polícia Militar informou que, assim que notificada da ocorrência, enviou equipes ao local. O helicóptero Águia, sediado em Praia Grande, também auxiliou nos trabalhos.
"Observamos que foi realizado o trancamento dos reeducandos em seus respectivos pavilhões habitacionais, a fim de identificar os sentenciados que retornaram ao interior da unidade, assim como os evadidos", afirmou a pasta. Por ser regime semiaberto, a unidade não é cercada por muralhas e não tem vigilantes armados.
Os detentos do Presídio Rubens Aleixo Sendin têm cinco saídas temporárias por ano e podem sair diariamente para trabalhar e estudar, desde que tenham autorização prévia da Justiça. "A permanência do preso, nesse regime, se caracteriza pelo senso de autodisciplina e auto responsabilidade", informou a secretaria.
Outras fugas
Entre 8 e 10 de outubro de 2016, dez presos fugiram da mesma unidade. Inicialmente, oito homens passaram pelos alambrados e pularam o muro. Apenas um deles foi encontrado em seguida. Os demais danificaram uma das janelas do pavilhão e passaram pela estrutura de contenção localizada no entorno.
Em 29 de outubro do mesmo ano, sete presos fugiram durante a madrugada. Outro homem tentou fugir na madrugada seguinte, mas foi recapturado pela polícia. Na ocasião, os detentos abriram o alambrado e pularam o muro da região central, que estava quebrado, e correram em direção à mata.
Em 25 de setembro de 2015, dois detentos conseguiram escapar da mesma unidade após utilizarem uma corda artesanal (teresa) com um gancho. O dispositivo foi lançado pelo alambrado. A ação foi notada por um vigilante, mas não houve tempo de contê-los. A dupla despistou a polícia em um matagal.
Na madrugada de 9 de janeiro de 2013, dois presos fugiram após escalarem os alambrados localizados no entorno da unidade. Os guardas viram as sombras dos detentos e correram atrás deles no entorno, mas não conseguiram alcançá-los. Grupos de busca procuraram pela dupla, mas não houve êxito.

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