segunda-feira, 5 de junho de 2017

Número de mulheres presas quase dobra no Estado de São Paulo em 10 anos.

Fonte: Metro Campinas

Número de mulheres presas quase dobra no Estado de São Paulo em 10 anos
Por: Tote Nunes, do Metro Jornal de Campinas 05 de junho 2017 / 07:00 hrs.




O número de mulheres presas no Estado de São Paulo subiu 90% em uma década, segundo levantamento feito pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) a pedido do Metro Jornal.

De acordo com os dados, o sistema carcerário feminino no estado contava com 6.531 internas em 2007. Esse número chegou a 12.438 este ano.

As unidades prisionais da região, Campinas, Mogi Guaçu e Piracicaba – têm capacidade para 1.427 detentas, mas abrigam 1.710.

O tráfico de drogas é, disparado, o crime mais cometido pelas mulheres. Ao longo do ano passado, 8.434 delas foram presas depois de cometer esse tipo de crime. Muito acima, por exemplo de roubo (1,5 mil) e furto (832), que aparecem logo abaixo no ranking da criminalidade.

O delegado Oswaldo Diez, que por 3,5 anos comandou a Delegacia de Entorpecentes de Campinas, diz que o papel das mulheres no tráfico de drogas mudou nos últimos anos.

Segundo ele, muitas mulheres começaram a ganhar importância nas organizações ao substituir os maridos ou companheiros.

“Hoje, muitas das mulheres estão no comando de ações de tráfico”, diz ele. “É cada vez mais comum, a gente identificar uma função gerencial. Ela não é apenas uma companheira. Agora ele já é sócia”, acrescenta.

O número de presas pelo crime de organização criminosa saltou de 62 em 2015 para 87 ano passado. O de sequestro subiu de 145 para 160 no mesmo período.

O número de presas por homicídio também cresceu: de 649 em 2015, para 673 ano passado.

Com o aumento explosivo na população feminina, o governo investiu R$ 265 milhões nos últimos seis anos, na construção de cinco unidades prisionais para atender à essa nova demanda, com especificidades do atendimento a uma mulher.

A secretaria diz que a medida é inédita, já que as unidades mais antigas funcionam em prédios masculinos adaptados.

A última delas foi inaugurada em março deste ano, em Votorantim, e possui pavilhões com área específica para amamentação, além de pátio descoberto com palco multiuso (por pavilhão), áreas de convivência e visita, com playground, praça de areia e salas para atividades educativas de reeducandas com os filhos: brinquedoteca, videoteca e oficina cultural.

5 comentários:

  1. O crime descobriu a fraqueza das mulheres e estão aproveitando, sociedade promíscua,gananciosa e sem Deus...a fatura está chegando...

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    1. Falou tudo!Se as pessoas temessem mais à Deus, pensariam 10 vezes antes de fazer o que é errado.Não frequento igre-ja, mas o simples fato de temer á Deus faz com que eu evite muita coisa errada na minha vida.

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  2. Mulherada perdeu a vergonha na cara...

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  3. Estão sobrecarregando as mulheres agentes, sendo que o concurso de 2013 para o feminino, não nomeou nem a metade e olha que estamos no ano de 2017.Tudo dobra menos o salário e os funcionários.

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  4. Ninguem se preocupa...pergunte ao asp com 15 anos de trabalho...03 quinquenios... seu salario que foi depositado hoje!

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