segunda-feira, 26 de junho de 2017

Preso custa R$ 17,4 mil por ano, segundo o Diário de Suzano.



Fonte:

http://www.diariodesuzano.com.br/blog/2017/01/08/preso-custa-r-174-mil-por-ano-cdps-tem-36-mil-detentos/


Preso custa R$ 17,4 mil por ano; CDPs têm 3,6 mil detentos

A crise prisional com mortes de detentos no Norte do Brasil traz preocupação em todas as regiões do País.
No Alto Tietê, os dois Centros de Detenção Provisórias (CDPs) estão com lotações acima da capacidade.




O custo médio mensal é de R$ 1.450,00 por preso, cerca de R$ 17,4 mil por ano.
As unidades localizadas em Suzano e Mogi das Cruzes abrigam hoje, conforme balanço atualizado apontado pela Secretaria de Administração Penitenciaria (SAP),1.882 e 1.720 detentos, respectivamente. Ambas possuem capacidade máxima para 844 presos. Ou seja, a capacidade, somando os dois CDPs, é de 1.688. No entanto, estão nos dois centros 3.602 detentos.

De acordo com informações da SAP, o custo médio mensal é o mesmo para todo o Estado, sendo o valor aplicado em gastos com alimentação, manutenção, segurança, setor administrativo, entre outras ações. A pasta pontua ainda que outros investimentos como em tecnologia também são executados.

“O uso da tecnologia é crescente, com o investimento contínuo na modernização e ampliação da infraestrutura de segurança. Como forma de eliminar a comunicação externa de presos das facções criminosas e dos detentos considerados perigosos, foram instalados bloqueadores de sinais de celulares em 23 unidades penais. Os bloqueadores são testados diariamente e, conforme previsto em contrato, a empresa só recebe após a comprovação do bloqueio”, explica.

Além dos bloqueadores de celulares, o Estado trabalha com scanners corporais, monitoramento por câmeras, portas automáticas de celas, equipamentos de Raio-X e detectores de metal de alta sensibilidade que ajudam a coibir a entrada de materiais ilícitos. Hoje, São Paulo é o único estado do País que conta com Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), ou seja,o preso identificado com elevado potencial de risco à sociedade é isolado em unidades penais com regime disciplinar mais rigoroso.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, Wellington da Silva Santos, a problemática do sistema carcerário brasileiro aponta a falência do setor, com presídios superlotados e más qualidades oferecidas aos detentos. “A princípio, o investimento é baixo em vista da criminalidade que assola o País”, explica.

O advogado frisa ainda que o custo é grande quando comparado ao salário mínimo, por exemplo, mas o investimento busca a ressocialização do preso. “Em Suzano e Mogi sabemos que não há a possibilidade de os presos trabalharem e ainda temos a problemática da superlotação. A OAB junto com o Judiciário acompanha estas questões e buscamos juntos medidas para solucioná-las”, conclui.




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