sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Massacre do Carandiru pariu o PCC, diz Drauzio Varella

Folha de S. Paulo, 21/09/2012 - 16h40

Massacre do Carandiru pariu o PCC, diz Drauzio Varella


FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

O massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, deu origem a um problema de segurança pública de São Paulo: as facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo Drauzio Varella, depois do episódio ocorrido 20 anos atrás, houve um crescente domínio dessas organizações nos presídios para evitar que novos massacres ocorressem.

"Nós perdemos completamente o controle das cadeias", disse Varella no pré-lançamento de"Carcereiros", que aconteceu ontem (20) em São Paulo. "É ruim isso? É péssimo. Eles dão as ordens, os presos obedecem."

Sobre as mudanças na rotina dos presídios, o autor destacou o fim do crack e a diminuição dos homicídios dentro do sistema prisional e das tentativas de fuga. As facções impõem disciplina. Para ele, essas normas são replicadas fora das grades. "Na periferia também não se pode matar".

"Quando a Secretaria de Segurança diz que 'está diminuindo o número de homicídios em São Paulo', eu fico sempre pensando que isso não por causa da Polícia", afirmou o autor sobre a extensão dessas regras.

O novo sistema de penitenciárias também foi alvo de críticas. No mês de janeiro e fevereiro, no Estado de São Paulo, foram presas, em média, 120 pessoas por dia. Diariamente, cem foram soltas. São mais 20 pessoas por dia em cárcere. As cadeias construídas hoje têm capacidade para 700 ou 800 presos.

Varella apresenta a versão dos carcereiros sobre a vida na cadeia


Para dar conta desse fluxo, o governo teria que construir uma cadeia por mês. Além de arcar com o custo de manutenção, comida e salários de funcionários. Cada uma delas custa 34 milhões ao Estado. "É inviável. Nós vamos à falência", disse. "Teríamos que desviar toda a verba que vai para a saúde, para a educação, para se construir cadeias".

"Temos que fechar a fábrica de fazer ladrão", defendeu como única solução.

A experiência de Varella como médico na Casa de Detenção de São Paulo resultou em "Estação Carandiru", publicado em 1999. O título vendeu mais de 500 mil exemplares e recebeu versãocinematográfica dirigida por Hector Babenco.

Mais de uma década depois, seu novo livro apresenta a história do outro lado das grades -- a vida prisional de acordo com os agentes penitenciários. A parte final da trilogia, ainda sem data de lançamento, contará o cotidiano da Penitenciária Feminina de São Paulo.



"Carcereiros"
Autor: Drauzio Varella
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 232
Quanto: R$ 27 (preço promocional de pré-venda*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

15 comentários:

  1. O doutor Drauzio pouco sabe de cadeia, pois sua visão era de um médico no sistema, e não de um funcionario que lida o dia inteiro com a massa carceraria.
    O crack ja esta de volta hj nas cadeias, inclusive nas que o Pcc domina...
    Ta na hora de um ASP escrever um livro, e não pseudos conhecedores como o Dr Drauzio

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  2. ACREDITO QUE O CRIME ORGANIZADO (PCC, ETC...), VIRIA A OCORRER INDEPENDENTE DOS ACONTECIMENTOS DE 1.992. ACREDITO QUE UMA DAS PRAGAS DO SISTEMA SEJAM O DIREITOS HUMANOS; ISTO É, CONFUNDIRAM AQUELE DIREITO EM QUE PESSOAS ERAM TORTURADAS COVARDEMENTE NO TEMPO DA DITADURA, E PASSARAM A PROTEGER VAGABUNDOS, ASSASSINOS, ASSALTANTES PERIGOSOS... CONCLUINDO, ESTÃO PROTEGENDO PESSOAS ERRADAS...

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  3. conheci o dr drauzio no meu primeiro dia qui na penit. feminina de santana, mas nunca vi ele dentro do raio, no dia a dia das detentas, falar de algo assim trabalhando uma segunda feira no mês e na enfermaria é demais.
    queria ver se ele tiversse no dia a dia delas, ai sim da pra escrever um livro sobre a real situação da p. f. de são paulo.

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  4. Esse cara aii num sabe de nada e que ganha dinheiro a nossas custas ..com nosso sangue que derrama no raio..
    Eu é que nao compro..
    Vai la abri cela.. pega ladrao safado..
    Doutor? doutor pra mim é medico..
    O resto é tudo charlatão..

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    1. O ANARFA... esse Drauzio é médico...

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    2. Esse cidadão é Doutor das nega dele, pois Doutor e quem faz Doutorado ou Doutoramento, e segundo o Manual de Redação e Estilo da Presidência da República Brasileira, que diz o seguinte: "doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado.", portanto chamar médico de Doutor, sem a devida titulação é coisa de gente ignorante.

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  5. ANARFA foi boa....

    E em relacao ao livro o cara so ta escrevendo historias que contaram pra ele.. nada demais...
    O amigo ai de cima ja fala de sangue derramado no raio...ach ki nao precisa de tantoo...

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  6. CARCEREIROS, COMO ASSIM!!!!!!!!!!! PROVA DE ELE NÃO CONHECE NADA MESMO, AGENTES PENITENCIARIOS,

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    1. Eu só estava esperando pra ver se alguém se lembrava que nós somos Agentes e não Carcereiros. O fato "desse cara" usar o termo da Polícia Civil, já mostra o quanto ele nos respeita.
      SOMOS ASP'S E NÃO CARCEREIROS. QUEM TRABALHOU NA DETENÇÃO ERA GP - DEPOIS ASP, E NÃO carcereiro.

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  7. Lei 996/76 | Lei nº 996, de 31 de maio de 1976 de São PauloCompartilhe

    Lei Nº 996, de 31 de maio de 1976. Aplica o Regime Especial de Trabalho Policial aos cargos que especifica e dá providências correlatas

    O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

    Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

    Artigo 1º - O Regime Especial de Trabalho Policial, de que tratam a Lei nº 10.291, de 26 de novembro de 1968, e suas alterações posteriores, passa a aplicar - se, nas mesmas bases e condições, aos cargos de Guarda de Presídio, do Quadro da Secretaria da Justiça, observadas as disposições desta lei. Citado por 3

    Artigo 2º - Pela sujeição ao regime de que trata o artigo anterior os servidores por ele abrangidos farão jus à gratificação de 120% (cento e vinte por cento), calculada sobre o respectivo padrão de vencimentos.

    Artigo 3º - Os cargos de que trata esta lei ficam excluídos do Regime de Dedicação Exclusiva.

    § 1º - A gratificação que venha sendo percebida pela sujeição ao Regime de Dedicação Exclusiva, ainda incorporada, fica substituída pela gratificação atribuída por esta lei, vedado, em qualquer hipótese, o percebimento cumulativo.

    § 2º - Para os fins do parágrafo anterior, os servidores que tiverem incorporada a gratificação relativa ao RDE deverão renunciar, expressamente, no prazo de 10 (dez) dias, às vantagens pecuniárias decorrentes dessa incorporação, assegurado, no mesmo prazo, o direito de opção pela permanência na situação em que se encontrem.

    Artigo 4º - O tempo de serviço prestado em RDE pelos servidores abrangidos por esta lei será computado para fins de incorporação da gratificação correspondente ao Regime Especial de Trabalho Policial.

    Artigo 5º - A gratificação de que trata o artigo 2º incorporar - se -á automaticamente aos vencimentos do servidor, se este já houver adquirido direito à incorporação da gratificação relativa ao RDE.

    Artigo 6º - O disposto nesta lei aplicar - se aos extranumerários ocupantes de função de Guarda de Presídio e aos aposentados em cargos ou funções de mesma denominação, que tenham incorporada em seus proventos parcela correspondente a regime especial de trabalho, observada a legislação pertinente.

    Parágrafo único - Vetado

    Artigo 7º - Os títulos dos servidores abrangidos por esta lei serão apostilados pela autoridade competente.

    Artigo 8º - As despesas decorrentes da aplicação desta lei serão atendidas mediante créditos suplementares, até o limite de Cr$ 18.400.000,00 (dezoito milhões e quatrocentos mil cruzeiros), que o Poder Executivo fica autorizado a abrir, na Secretaria da Fazenda, a serem cobertos com o produto de operações de crédito que a mesma Secretaria poderá realizar, nos termos da legislação em vigor.

    Artigo 9º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Palácio dos Bandeirantes, 31 de maio de 1976.

    PAULO EGYDIO MARTINS

    Manoel Pedro Pimentel, Secretário da Justiça

    Nelson Gomes Teixeira, Secretário da Fazenda

    Jorge Wilheim, Secretário de Economia e Planejamento Publicada na Assessoria Técnico - Legislativa, aos 31 de maio de 1976 Nelson Petersen da Costa, Diretor Administrativo - Subst.

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  8. Carcereiro é título que chama mais atenção prá venda... é puro marketing...rs

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  9. Esse Drauzio Varela, vive de ganhar dinheiro com desgraça alheia, esse foi o sujeito que mais ganhou nas costas dessa história de massacre do Carandiru, não para de fazer dinheiro com isso, esse cidadão sim é uma doença, e não as que ele apresenta nos programas que faz.

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  10. olá companheiros do sistema prisional, difici ter quer ver pessoas que influenciam a midia, tratando de um tema , que só ,aqueles que estão a frente , sabem como é, vi esse cidadão ,no programa do jo, lançando seu livro, falar em idiotice, é ofender os idiotas,com muito orgulho exerci a carreira de A.S.P, na antiga casa de detencão,sou policial civil atualmente,só posso deixar registrado aqui minha solidadiedade aos colegas do sistema,quanto aos aproveitadores, eles passarão, eu passarinho, abraços colegas, decio, sp, capital

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