sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O PCC decidiu reduzir homicídios em SP: atrapalha os negócios, segundo socióloga.


Esse entrevista foi antes desse aumento dos homicídios no estado de São Paulo.



Veja trecho da entrevista com a Dra. Camila Caldeira Nunes Dias:


A queda dos índices de homicídio em São Paulo na última década pode ter uma explicação que vai além da propaganda oficial de eficiência da política de segurança pública. O PCC (Primeiro Comando da Capital) que já teve sua extinção anunciada – e nunca comprovada – pelo governo estadual não quer mais mortes: elas prejudicam o tráfico de drogas, seu principal negócio.

Essa explicação aparece em um estudo desenvolvido pela socióloga Camila Nunes Dias para uma tese de doutorado que ela desenvolve na USP. A pesquisa se desenrola há dois anos, mas a vivência de Camila com o sistema prisional paulista é mais antiga.

Em 2001, ainda nos tempos de graduação, Camila foi voluntária na Casa de Detenção, experiência que a levou a desenvolver um mestrado sobre a influência da religião dentro dos muros do presídio. Desse trabalho surgiu o livro “A Igreja como Refúgio e a Bíblia como Esconderijo”. No doutorado, analisa as transformações ocorridas no sistema prisional nos últimos 20 anos.

“O PCC é um vetor fundamental para entender esse processo. É um divisor de águas do sistema prisional, que pode ser visto como antes e depois dele”, disse Camila em entrevista por telefone ao jornalista Alberto Ramos, editor do Conversa Afiada.

A elaboração do estudo contou com a participação de 31 detentos – entre integrantes e ex-integrantes da facção criminosa – que foram entrevistados por Camila. Entre suas principais conclusões, a pesquisadora identificou a consolidação do PCC como poder paralelo, no sistema prisional e fora dele.

A organização controla a rotina dos presídios paulistas e responde pela maior parte do tráfico de drogas no Estado de São Paulo. “Nenhum assassinato ocorre sem a autorização da cúpula do PCC”, afirma Camila. Ela frisa que a redução de homicídios no Estado coincide com consolidação do poder do grupo, uma estratégia que o aproxima de organizações criminosas tradicionais, como a Máfia e a Camorra italianas. Em contrapartida, os índices mais altos de violência – e as grandes rebeliões, como a de 2006 – estão relacionadas à escalada da facção para firma-se no mundo do crime.

“O Estado divide poder hoje com o PCC no sistema prisional”, diz Camila. “ E eu não vejo, a curto prazo, como o Estado poderá combater o PCC”, completa. O estudo, diz ela, mostra uma realidade preocupante: a política de encarceramento cresce sem parar e não consegue reduzir a criminalidade.

4 comentários:

  1. nossa ela descobriu o que nos agentes já sabemos faz tempo ,o governo que não quer ver ou tampa os plhos para se beneficiar dessas estatisticas !!!

    ResponderExcluir
  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkk.....!!! Pra ela isso é novidade, prá nós agentes é uma realidade ! E tem muito mais que sabemos e se ela conseguir descobrir e entender, ficará de cabelos em pé e em estado de choque !!! Quem poderá nos salvar ???

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eu respondo !!!! o magrela atual secretario ..vai caçar e punir o policial ,pq mais facil combater a policia do que o crime ,é assim que funciona o PSDBosta !!!

      Excluir
    2. para compretar companheiro a rota ja foi guardada para não sair mais na rua é brincadeira o q esse puto de secretario novo ta fazendo obedecendo ordem do pcc ...............

      Excluir



Seu comentário é bem vindo, porém não será postado caso o moderador entenda que existam ofensas ou que não se aplique ao assunto da postagem.
Identificando-se, sua crítica, favorável ou contrária, terá mais credibilidade e respeitabilidade junto aos leitores.

Comente a postagem, para perguntas ou bate papo com o autor do BLOG,
jenisdeandrade@yahoo.com.br,
Jenis de Andrade no Facebook.