quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Quadrilha é detida antes de arremessar celulares na penitenciária de Martinópolis


Fonte:http://www.ifronteira.com/noticia-regiao-42879
Quadrilha é detida antes de arremessar celulares na penitenciária de Martinópolis
Bando pode ser integrante de facção criminosa e foi descoberto após denúncia anônima
Pedro Mathias

Aparelhos estavam em invólucro de espuma sintética e fita adesiva (Foto: Reprodução/TV Fronteira)
Cinco homens, todos com passagens pela polícia e alguns com penas cumpridas por tráfico de drogas, foram presos em Martinópolis por volta das 3h desta terça-feira (20). De acordo com o delegado Marcos Antônio Mantovani, eles arremessariam celulares na penitenciária da cidade e há a suspeita de que integrariam uma facção que age dentro e fora dos presídios do Estado.
Danilo Sampaio de Almeida, 25 anos, Carlos Eduardo Lima dos Santos, 22, Jaime Junior Mota, 22, Robson dos Santos, 23, e Josias Aparecido dos Santos, 33, carregavam seis celulares, carregadores e baterias envoltos à fita adesiva e espuma sintética, o que, segundo o delegado, indica o crime, apesar de os acusados negarem.
O plano foi descoberto após a Polícia Rodoviária de Presidente Prudente receber uma denúncia anônima dizendo que o bando estaria em um Gol prata com placas de Teodoro Sampaio e comunicou o crime.
“O veículo foi localizado próximo ao trevo de Indiana e houve o acompanhamento até Martinópolis. Quando eles viram as viaturas, jogaram para fora do carro as embalagens com os aparelhos e tentaram fugir, mas foram presos e levados à delegacia”, relata o delegado.
As características da ação e as tatuagens que os acusados possuem indicam que os cinco homens, dois moradores de Assis e três de Anastácio, integram a facção criminosa que tem promovido ataques e assassinatos em São Paulo e até mesmo no interior do Estado.
“Os celulares seriam utilizados para dar continuidade às ordens de crimes, como assassinatos, assaltos e tráfico de drogas, já que o grupo atua dentro e fora dos presídios”, conclui Mantovani.
Todos os acusados foram autuados em flagrante por formação de quadrilha, cuja pena varia de 1 a 3 anos de prisão, e intermediação, introdução e auxílio de entrada de aparelho de telecomunicação em presídio, crime com pena de até um ano de detenção.
“Um deles foi indiciado também por falsa identidade, pois, no momento da prisão, informou os dados do irmão, a fim de que a polícia não descobrisse que ele já tem passagem pela polícia e cumpriu pena. Ele tentou sustentar a farsa até a chegada à delegacia, mas foi descoberto”, diz o delegado.
Os cinco permaneceram na delegacia de Martinópoli e foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá ainda na manhã desta terça-feira.

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