terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Estado peca na higiene e preso é refém do PCC


Você pode até pensar, O PRESO QUE SE EXPLODA, mas lembre-se que você está na linha de frente.


Temos que nos amadurecer, não interessa se a alguém acha que a mãe do preso é uma vagabunda, se alguém acha que o nóia que fica na passarela pra roubar, tem que levar pauladas, vamos nos ater aos fatos, o governo quer que temos ódio do preso e esqueçamos dele, temos que ser profissionais apenas, cada um no seu quadrado,  mas o grande culpado por esse CAOS dentro dos presídios é o governo, é ele que faz com que seu pescoço fique a prêmio... quanto ao nóia, ao menos esse está preso e quanto a mãe descrita na matéria, já tem uma desgraça na vida...

O governo diz que tem produtos de higiene sobrando nos almoxarifados... daqui a pouco o governo vai dizer que é o ASP que paga "veneno" para o preso...

http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/40241/Estado+peca+na+higiene+e+preso+e+refem+do+PCC


Estado peca na higiene e preso é refém do PCC
Omissão do governo estadual deixa detentos que não contam com apoio da família nas mãos de facção Thaís Nunes
thais.nunes@diariosp.com.br





Aqueles que costumam dizer que os presos são “sustentados com os nossos impostos” talvez não conheçam a realidade do cárcere em São Paulo. Números oficiais da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), obtidos pela Defensoria Pública do estado, revelam que o governo gastou, em média, R$ 41 por preso na compra de objetos de primeira necessidade em todo o ano de 2011. Essa quantia representa apenas 0,6% do orçamento estimado por sentenciado, de R$ 14,4 mil anuais.

O governo do estado afirma que esse valor foi suficiente para garantir o fornecimento de barbeadores, rolos de papel higiênico, absorventes íntimos, sabonetes, escovas dentais, cobertores, roupas, calçados e toalhas para todos os detentos. Defensores públicos e a Pastoral Carcerária garantem que não e alertam: a omissão do governo é uma forma de o PCC conquistar mais soldados para agir dentro e fora dos presídios a mando da facção.

Um travesti morador de rua foi preso por um roubo. Desamparado, recorreu aos integrantes do partido do crime e prontamente foi atendido com uma cesta básica, sem nenhum custo. Três meses depois, durante uma blitz em sua cela, foi obrigado pelos integrantes da facção a esconder três celulares em seu ânus. Ele negou o acordo e teve de ser transferido, sob risco de ser assassinado. Essa e outras muitas histórias fazem parte da rotina cruel do cárcere, segundo José de Jesus, advogado da Pastoral Carcerária. “O governo se omite e entrega os presos carentes nas mãos do PCC. Endividados, eles cumprem qualquer ordem”, diz.

O documento da SAP para compra de objetos divide os itens entre comprados e distribuídos. No CDP 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo, nenhum dos 2,2 mil presos recebeu papel higiênico durante todo o ano de 2011. No CDP feminino de Franco da Rocha, cada presa recebeu sete absorventes íntimos, menos de um por mês. Em São Bernardo do Campo, foram comprados 1,5 mil chinelos, mas apenas 350 foram repassados aos 2.245 sentenciados (isso significa que 84,5% ficaram sem receber).

Para o defensor público Bruno Shimizu, a disparidade dos valores investidos no preso colocam a credibilidade do governo em cheque. “Não sabemos se há desvio de verba, mas é nítido que os recursos não são aplicados de forma adequada”, avalia. As famílias que sustentam seus parentes presos gastam, segundo pesquisa feita pela defensoria, R$ 412 todo mês.


depoimento
Claudia Faria D´Aflita, 41 anos_

Um terço da renda familiar pela dignidade do filho preso

O meu filho está preso há sete meses no CDP Belém 1, por ter roubado a bolsa de uma mulher. Viciado em crack, ele costumava ficar em passarelas à espera de pessoas distraídas de quem pudesse tomar dinheiro para sustentar o seu vício. Na cadeia, tudo é precário e a ordem dos funcionários é para que a família forneça tudo. No jumbo (alimentos e objetos de primeira necessidade levados aos presos), coloco xampu, sabonete, bolacha, papel higiênico e toalhas. O meu gasto mensal é de R$ 500, quase um terço dos R$ 1,6 mil que representam toda a renda da minha família. Eu trabalhava com carteira assinada, mas tive de abrir mão do serviço e fazer bico porque sou a única que vai até a prisão às terças-feiras para levar o jumbo do meu filho. Trabalhando, não conseguiria faltar e não dá para deixá-lo sozinho. O que tenho percebido é que, mesmo um homicida ou estuprador, tem de ter alguém que olhe por ele. Uma mãe não abandona um filho na cadeia sem colchão, sem papel higiênico. Como vou deixar meu filho em uma situação dessas? Eu tiro da boca dos meus caçulas para garantir que ele tenha o mínimo de dignidade.


OUTRO LADO

Questionada sobre as denúncias apresentadas pela Defensoria Pública de São Paulo, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informou que as compras de kits de higiene e limpeza para o sistema prisional paulista não são feitas por unidade prisional. Segundo a pasta, esses produtos são adquiridos por licitação e, por não serem perecíveis, só há necessidade de comprar novos itens quando há ameaça ao estoque, o que não se constatou no ano de 2011.

A SAP diz que todos os presos, quando entram no sistema, recebem produtos de higiene. O governo afirma que todos os ítens de higiene e limpeza estão em estoque nos almoxarifados e são fornecidos à medida que os reeducandos informam a necessidade de reposição. A pasta classifica como descabida a conclusão de que haveria “descaso do governo paulista com o sistema prisional”, como sugerido pela Defensoria Pública.


15 comentários:

  1. que planeta esse pessoal da sap vive mesmo???ow não tem como explicar onde vai tanto dinheiro ????

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  2. tenho pouco tempo de sap, pasei por uma penitenciaria e um cdp, e nunca vi pagar um unico kit higiene, para ser sincero, nem sei como é que faz para um preso receber um kit desses...

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  3. Aonde estou trabalhando, nunca foi comprado um par chinelo e a mais de 6 anos não se compra toalha ou cobertor. Quando o preso chega recebe uma camiseta branca e uma calça do uniforme muitas vezes usada. É apenas entregue aos presos 01 sabonete e um creme dental dependendo da boa vontade de uma assistente social que mal cumpre sua carga horária, com dois mil presos e uma assistente...e tem mais...e mais...

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  4. Oportunidade...
    Talvez fosse uma boa oportunidade de se disciplinar o assunto.
    As unidades seriam obrigadas a entregar uma pasta, um sabonete e um barbeador por mês, uma escova de dentes a cada tres meses, e rouparia de cama e banho e pessoal a cada seis meses.
    Por outro lado, NADA DISSO entraria nos jumbos. Nunca.
    Não seria uma boa redução nas jumbadas?
    Forte abraço.

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  5. Tem unidade que até tem alguns itens... mas ter todos, que seria o mínimo, não sei não...

    Numa unidade o kit higiene (barbeador, sabonete e creme dental, PH? esquece!) é "mato" (em relação ao resto do sistema) mas para pagar uniforme é um parto, mas pagam... já cobertor e colchão... nem o papa paga!

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  6. Colchão sem pagar há uns 8 meses,escova de dente, pasta, sabonete e barbeador é escasso.Cobertor, chinelo e papel higiênico é lenda.Praxe mesmo só a calça e camiseta branca (jaleco em falta).

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  7. Esta faltando gerenciamento do Sistema Prisional. Um bom administrador pra tentar mudar alguma coisa. Melhorar na administracao seria comecar a melhorar a raiz do problema. Mas o exemplo tem que vir de cima, dos superiores. Esse secretario retrogrado jamais tera capacidade de mudar alguma coisa. O sistema esta engessado.

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  8. Enquanto os gerenciadores da nossa secretaria forem escolhidos por ser da Maçonaria e não pela capacidade, a SAP continuará assim.

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  9. Ainda somos obrigados a ouvir alguns babacas encherem a boca pra falar de ressocialização...principalmente os professores (que nunca "rodaram uma chave") nesses famigerados cursos de formação pra ASP...

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  10. Na unidade que trabalho ja vi chegar notas fiscais de colchão e muitas outras sem nenhum produto ter chego ,quando questionei acabei levando uma sindicancia !

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  11. Acho que as pessoas, principalmentes ASPs, os quais são elementos fundamentais na SAP, deveriam ter a princípio, conhecimento de causa, seja para comentar ou para criar um blog! Deveriam conhecer o funcionamento do setor Administrativo, principalmente no âmbito de compras, para assim poderem fazer comentários corretos e lógicos, uma vez que é muito fácil comentar sobre determinada compra de uma unidade prisional, sem ao menos ter visto o processo da referida compra.
    Como podemos citar a compra de chinelos no CDP de São Bernardo do Campo,que ao contrario do que é citado ou analisado, houve certa economia, pois os chinelos adquiridos não foram totalmente usados em razão de presos já possuirem tal material ou quando presos e inclusos na unidade prisional,já estarem calçados, sendo assim não foi necessária a compra em 2012, pois havia material em estoque de 2011.

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  12. VÍ nesta reportagem referência ao CDPF Franco da Rocha dizerem que é escasso o fornecimento de alguns materiais.
    Sou funcionário desta Unidade e com frequência subo em cima da cadeia e o que vejo lá em cima é sabonetes amarrados em barbantes que são arremessados de um raio para outro com pipa amarrado(sabonete fornecido pelo Estado), creme dental nas mesmas condições e tudo em quantidade assustadoramente grande, vejo carrinhos e carrinhos de materiais de higiene e limpeza serem pagos nos raios absorventes, creme dental, sabonetes, tem até kit beleza
    Agora não me pergunte sobre o resto que eu não sei.

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  13. Se somente o preso fosse refém do Pcc ainda daria pra engolir agora o problema é que o Estado virou refém do Pcc. Se higiene faltasse apenas na cadeia seria até admissível mas o problema é que falta higiene mo Estado todo é só sair por ai vc verá rios assoreados, roedores se proliferando em lixo ao Céu aberto, mosquitos da dengue se proliferando sem uma campanha séria de combate(é só desvio de dinheiro), escolas sem merenda ou com merenda vencida, esgotos correndo nas guias enfim é só sair as ruas e observar.

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  14. Ola, ocorreu um duvida, dizem.... que em CR nao é feita a revista das visitas por ser CR, mas quando terminada a visita o visitante sai e o preso é revistado, embora as coisas trazidas pelo visitante sera revistada tudo conforme a lei, peso, quantidade, etcm isso é possivel?
    Caso seja, indique onde posso achar legalmente(LEI) isso, Obrigada.

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    1. Trabalhei em 2 CRs, além das outras 4 unidades que trabalhei, todas as visitas são revistadas.

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