terça-feira, 23 de abril de 2013

Vice governador diz que violência em SP é EPIDÊMICA, após filha sofrer "ataque", segundo a Folha SP.



Me lembrei de um sonho que tive, esse sonho era sobre um companheiro que sempre repetia o que o chefe dele mandava, se algum colega fosse agredido, o chefe dizia: "são ócios do ofícios, todos estão sujeitos a isso, tem medo de cadeia vai trabalhar em uma creche", até que um dia esse companheiro foi agredido gravemente, aí ele mudou de opinião e dizia que o chefe estava errado.

Vejam que depois da violência "bater na porta" do vice governador Guilherme Afif Domingos, o mesmo vai para a imprensa e diz que o estado vive uma EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA, mas até antes disso, eu não me lembro de ver o vice governador contrariar o governador que sempre diz:
ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE!

Não me lembro também do vice governador ir na imprensa contrariar o secretário de segurança pública quando o mesmo disse que se sente seguro em SP, e olhe que os dois devem ter a mesma quantidade de seguranças(mais de uma dezena de policiais cada) e andam com carros blindados, imaginem nós servidores penitenciários...

Ah... segundo a Folha de São Paulo, o vice governador pensa em assumir um ministério no governo Dilma e abandonar o cargo de vice governador em SP, apesar que essa atitude pode ter duas interpretações, oportunismo ou fuga do barco antes que afunda de vez.

Vejam que a história do assalto ou ataque, t em até narração dramática do neto de dois anos do vice governador de SP.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/04/1265985-meu-neto-contou-os-tiros-diz-afif-sobre-tentativa-de-assalto.shtml
Meu neto contou os tiros, diz Afif sobre tentativa de assalto


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DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

 
"O cara mau de boné azul tirou a arma e fez assim: pá, pá, pá". Segundo o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), foi assim que seu neto de dois anos narrou a tentativa de assalto ocorrida ontem. Após os disparos, dois tiros atingiram o carro de sua mãe.

Alessandro Shinoda - 14.set.2010/Folhapress
Vice de Alckmin, Guilherme Afif Domingos (PSD), afirma que violência é 'epidêmica' em São Paulo após filha sofrer ataque
Vice de Alckmin, Guilherme Afif Domingos (PSD), afirma que violência é 'epidêmica' em São Paulo após filha sofrer ataque

"Ele só tem dois anos, mas viu tudo e narra com detalhes", disse Afif à Folha.

Afif disse que é a quinta vez em quatro anos que ele ou pessoas próximas são vítimas de violência em São Paulo. Ele apontou a insegurança como um problema "epidêmico" e defendeu uma política de "tolerância zero".

Apesar de Afif ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB), a política os afastou. Fundador do PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, Afif deverá deixar o cargo para assumir um ministério no governo Dilma Rousseff (PT).

Ele afirmou ter recebido de Alckmin ontem um telefonema de solidariedade.


*

Como foi a abordagem?
Minha filha estava levando meu neto para a escola e eles [assaltantes] entraram na frente do carro. Ela não parou. Agora é assim: quando desrespeita a ordem, eles atiram. O carro era blindado. Várias câmeras filmaram assaltos naquela região. O esquema é o mesmo.


É a primeira vez que algo assim acontece?
É a quinta vez que eu ou pessoas próximas a mim somos vítimas de violência, em quatro anos. Houve um assalto na minha casa, oito caras armados. Eu era secretário do [ex-governador José] Serra.


E os outros episódios?
Um arrastão, depois um assalto no semáforo. No fim do ano passado, meu ajudante de ordem tomou um tiro de raspão na cabeça quando o motorista o deixou em casa. Ele [policial] trocou tiros com o cara. Eu já era vice-governador. Isso demonstra que o problema não é mais endêmico, é uma epidemia. Há uma epidemia de insegurança.


Sua família pretende falar sobre o assunto?
Não, a pessoa pública sou eu. Não faz sentido também porque não é só com minha família. A violência tornou-se absolutamente corriqueira na vida de toda a população.


O sr. fala em 'epidemia'. O que defende para controlar?
Um plano de tolerância zero ao crime, bem organizado.


Como seria?
Não sei, mas é preciso.


Como está a sua filha?
Está bem. O impressionante é meu neto, que viu tudo. Tem dois anos, mas dá detalhes: 'o cara mau de boné azul tirou a arma e fez assim: pá, pá, pá'. Ele contou os tiros.
 


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