sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Geraldo Alckmin usou ameaça do PCC para se promover, segundo o Correio do Brasil

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/geraldo-alckmin-usou-ameaca-do-pcc-para-se-promover/658796/

 

Geraldo Alckmin usou ameaça do PCC para se promover

31/10/2013 11:55
Por Redação, com agências - de Brasília


Geraldo Alckmin (PSDB)
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
Depois de revelado um diálogo entre membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) que demonstrava a insatisfação da facção criminosa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ameaçava de morte, alguns comentários na imprensa foram na linha de que as críticas dos criminosos serviram como uma “condecoração” para o tucano – essa palavra em especial foi usada pelo colunista de Veja, Ricardo Setti.
Se estavam insatisfeitos com Alckmin, é porque ele combatia a criminalidade. Esse seria o raciocínio. A principal resposta do governador, então, foi: “Não vamos nos intimidar”, o que colocaria ainda mais força e credibilidade à sua imagem. O governador anunciou, dias depois, uma força-tarefa para investigar as ações do PCC e a agilidade para cortar sinais de telefone de presídios – algo que já deveria ter sido feito há muito tempo.
Uma declaração crucial do ex-secretário estadual de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto, no entanto, desconstrói essa recente suposta boa imagem adquirida pelo chefe de governo. Em sua primeira entrevista desde que deixou o cargo e foi substituído por Fernando Grella Vieira, há um ano, Ferreira Pinto afirma, ao jornal Valor Econômico, que “Alckmin está aproveitando para colher dividendos políticos com a ameaça do PCC”.
Segundo ele, a escuta de um dos membros do PCC que falava em “decretar” o governador era de conhecimento da cúpula da Segurança desde 2011 e não tem credibilidade alguma. “Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas. Eu não vejo uma coerência aí de alguém que exerce um cargo público da relevância que é a segurança de São Paulo”, declarou.
Para Ferreira Pinto, a mesma “fanfarronice” atribuída à declaração de Marcola, líder do PCC, de que a facção havia diminuído a taxa de homicídios no Estado – o termo foi usado pelo próprio governador, e Ferreira Pinto concorda – serve para a fala do outro, que disse que ia “decretar” – na gíria, matar – Alckmin. “Foi no mesmo contexto, em 2011. Aí vem o governo e diz ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”, conclui.
O ex-secretário também afirmou que “tinha plena ciência” dessas gravações e que o governador não sabia da existência delas justamente porque o fato “não tinha credibilidade”. “Lamentável. [O governador] deve ter suas razões. Eu acho que é mais pelo viés político. Porque na hora que diz ‘Não vou me intimidar’, ele está também dando um “upgrade” para a facção. Está admitindo que há credibilidade numa conversa isolada”.
Segundo ele, a resposta de Geraldo Alckmin seria válida se o Ministério Público tivesse alguma gravação “em que realmente o governador estivesse sendo ameaçado de morte”. Mas o MP não usou da interceptação “porque analisou”, segundo Ferreira Pinto, “e viu que era uma declaração irresponsável”. “É como alguém dizer aqui, ‘Ah, vou matar o Obama’”, exemplifica.

4 comentários:

  1. A T E N Ç Ã O:

    Dois integrantes do PCC são transferidos
    Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2013

    A justiça de São Paulo determinou o isolamento de dois presos integrantes do PCC. Eles foram acusados de ordenar crimes de dentro da cadeia, e agora serão transferidos para outro presídio, com um regime disciplinar diferenciado. Veja todos os vídeos do Jornal da Band.

    http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/2013/11/01/14737890-dois-integrantes-do-pcc-sao-transferidos.html

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  2. 01/11/2013 14h55 - Atualizado em 01/11/2013 15h29
    Justiça determina transferência de líderes de facção para isolamento
    Daniel Canônico e Eric Farias estão na P2 de Presidente Venceslau.
    Ministério Público pediu remoção de mais de 30 presos.
    Pedro Mathias
    Do G1 Presidente Prudente


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    O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou nesta sexta-feira (1º), após pedido do Ministério Público, a transferência de dois presos, considerados líderes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas.
    Daniel Vinícius Canônico, o Cego, e Eric Oliveira Farias, conhecido como Quebra ou Gominho, cumprem pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e devem ser encaminhados à Penitenciária de Presidente Bernardes, que trabalha com o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
    Os dois criminosos fazem parte do primeiro escalão da quadrilha, de acordo com o Ministério Público, e foram flagrados nas escutas telefônicas dando ordens para os integrantes que estão em liberdade. Eles ainda integram a lista das 175 pessoas denunciadas e que tiveram o pedido de prisão negado pela Justiça no mês passado, quando as gravações foram divulgadas.
    “Ambos pertecem à chamada sintonia fina geral, o principal comando da quadrilha, formada por sete ou oito pessoas. Elas são responsáveis por tomar as decisões mais importantes. Qualquer atitude que será tomada ou ordem passa por eles”, informa o Ministério Público.
    A mudança de presídio deve acontecer, ainda conforme o MP, quando o Departamento de Execução Criminal (Decrim) for oficializado e comunicar a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que definirá as datas e as medidas necessárias para a remoção. Porém, trata-se de uma internação cautelar válida por 60 dias, prazo em que a Justiça deve julgar a permanência do criminoso no novo regime por um ano, como exigido pelo Ministério Público.
    No RDD, criado para presos que oferecem alto risco à sociedade e envolvidos em organizações criminosas, o preso fica isolado em uma cela, sem comunicação com outras pessoas ou acesso a meios de comunicação. Além das visitas controladas, ele tem direito a duas horas de banho de sol por dia.
    A Justiça analisa ainda cerca de 30 pedidos de transfência, todos feitos após a apresentação das escutas telefônicas, resultado de três anos de investigações. Até então, o único pedido de remoção acatado havia sido o de Paulo César Nascimento, o Paulinho Neblina, também flagrado nas escutas.

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  3. vou dizer o que aconteceu de verdada e......a conversa grampeada nao era do celular do ladrao ....era de um funcionario indignado com o salario.

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  4. Estamos vivendo um Sistema de brinquedo, há algum tempo venho notando os probatório chefiando, ou seja,um absurdo seria como o Pai estivesse sendo orientado pelo filho.
    Me sinto um verdadeiro Patati, Patátá acorda senhores servidores da SAP enquanto é tempo, ou será tarde demais...Festival de vaidade, caprichos, cargos para os amigos, e não para os que são capacitados.
    Se unam enquanto pode, fora a opressão dos que pensam que são donos do sistema.

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