segunda-feira, 9 de junho de 2014

Marcola ameaça presos cozinheiros por não gostar da "bóia", segundo o site Terra.

Parece piada, mas acho que não é...


Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/por-nao-gostar-da-comida-marcola-ameaca-presos-da-cozinha,a22d42baa8286410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html


Por não gostar da comida, Marcola ameaça presos da cozinha


Isolado no RDD, Marcola chegou a ameaçar de morte 175 detentos responsáveis pela cozinha do presídio





Chico Siqueira

Direto de Araçatuba




Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, em depoimento na capital federal em 2001
Foto: Fábio Pozzebom/PhotoAgencia / Futura Press






Principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chegou a expulsar - e a ameaçar de morte - 175 membros da facção porque não gostou da comida que era servida a ele durante sua internação no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.

Os excluídos eram detentos que trabalhavam na cozinha da Penitenciária 1 de Presidente Bernardes, onde é preparada a comida servida no CRP e na própria P-1, onde estão detidos 1,9 mil homens. O paladar de Marcola não aprovou a comida e revoltado com a situação decidiu punir os "cozinheiros".

“Ele alegou 'falta de responsabilidade' para puni-los, por fazerem uma comida que na opinião dele era mal feita, e também por não reclamarem da falta de temperos e ingredientes para melhorar o sabor das refeições", contou uma autoridade do sistema penitenciário do Oeste Paulista, que acompanhou o desenrolar do caso.

Segundo a mesma autoridade, Marcola chegou a dar um ultimato para os detentos da cozinha. "Ele deu prazo de 30 dias para que a comida fosse melhorada e, se isso não ocorresse, os excluídos seriam punidos com a pena de morte", contou a autoridade. Em muitos casos, as regras do PCC incluem a pena capital para integrantes que são expulsos da facção.


Saiba Mais






Justiça determina retirada de Marcola do isolamento em SP





Suspeito de planejar fuga de Marcola foi preso e liberado





SP fica em alerta com greve em penitenciárias e Marcola





Líder do PCC, Marcola é transferido para isolamento em SP

publicidade


Agentes penitenciários ouvidos pela reportagem neste fim de semana disseram que a situação ficou tensa. "Essa situação causou uma grande comoção dentro do presídio, com muitos presos com medo de serem mortos porque não conseguiam fazer uma comida que agradasse seu principal chefe", contou um deles. "Eles (detentos excluídos) chegaram a conversar com a direção do presídio pedindo para que liberassem a entrada de temperos e ingredientes na tentativa de melhorar o sabor dos alimentos", contou o agente. Segundo ele, até mesmo parentes dos presos tentaram ajudar. "Houve até visita que foi pega levando tempero Sazon dentro do corpo", contou.

No final, a direção do presídio concordou em liberar a entrada de temperos para fazer a comida, e uma decisão da Justiça ajudou a amenizar a situação. Marcola, quer tinha sido recolhido em 11 de março para ficar 60 dias isolado no RDD, conseguiu um habeas corpus do Tribunal de Justiça, em 10 de abril. "Ele saiu antes de completar um mês de internação e isso ajudou na solução do problema”, contou uma autoridade do Judiciário que também acompanhou o caso. O habeas corpus foi concedido em 9 de abril pelo desembargador Péricles Piza, relator do processo, que pedia a internação de Marcola, na 1ª Câmara de Direito Criminal, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

De volta à Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde cumpre pena com outros líderes do PCC e passa a semana se alimentando, principalmente, de comida levada por parentes nos finais de semana, Marcola foi convencido pelos colegas a cancelar a exclusão dos detentos cozinheiros da P-1 de Bernardes. No entanto, a direção da unidade tem dificuldades até hoje para achar detentos interessados em trabalhar na cozinha. “Eles têm medo de um dia o Marcola volte e resolva novamente puni-los só porque não gostou da comida”, explicou um agente penitenciário da P-1 de Presidente Bernardes.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) diz que não fornece informações administrativas sobre a rotina das unidades prisionais por questões de segurança, mas que a situação descrita é “descabida” e tratada como “boato”.


Especial

Um comentário:

  1. ..é o fim dos tempos. Pra quem acha que estamos vivendo o inferno no interior dos presídios, saibam que esse momento estamos apenas no rol de entrada do inferno. Se o PT conseguir a tríplice coroa (Presidência + Governo + Prefeitura) em São Paulo, ai sim, vamos conhecer a sala principal do capeta.......PSDB = mamãe.........PT= vovózinha....a coisa ainda vai piorar, e muito, acreditem. Estou prevendo a hora que teremos que cantar canção de ninar para os presos dormirem, arrumar as camas deles pela manhã, lavar as roupas, e assim sucessivamente. Prevejo que essa garoa que hoje estamos passando é apenas o prelúdio de um temporal que está por vir. O último apaga a luz, porque eu, estou estudando igual maluco pra sumir disso aqui. 15 anos jogados no lixo, sem nenhuma valorização, sem nenhum reconhecimento, e com um monte de urubus esperando eu dar um pequeno tropeço pra arrancarem meu couro com a unha...tô fora.

    ResponderExcluir



Seu comentário é bem vindo, porém não será postado caso o moderador entenda que existam ofensas ou que não se aplique ao assunto da postagem.
Identificando-se, sua crítica, favorável ou contrária, terá mais credibilidade e respeitabilidade junto aos leitores.

Comente a postagem, para perguntas ou bate papo com o autor do BLOG,
jenisdeandrade@yahoo.com.br,
Jenis de Andrade no Facebook.