sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Jurídico do Sindasp identifica indícios de arbitrariedade, autoritarismo e abuso de poder dos diretores geral e de disciplina de Serra Azul contra ASPs femininas


Fonte: Sindasp

Jurídico do Sindasp identifica indícios de arbitrariedade, autoritarismo e abuso de poder dos diretores geral e de disciplina de Serra Azul contra ASPs femininas


No último dia 11 noticiamos o fato de que três agentes de segurança penitenciária (ASP) femininas, da Penitenciária Compacta II de Serra Azul, registraram boletim de ocorrência na delegacia do município, contra os Diretores Geral e de Disciplina da unidade, por difamação.

Se você não leu a reportagem anterior, entenda o caso: “Agentes femininas de Serra Azul registram boletim de ocorrência por difamação contra Diretores Geral e de Disciplina”

As servidoras Cássia Adriana Nogara Ribeiro, Patricia Aparecida Forato dos Santos Sandrus e Juliana Cristina dos Santos estiveram na Sede Regional do Sindasp-SP em Ribeirão Preto, onde receberam orientação jurídica do advogado Paulo Eduardo Matias Braga. A sede é administrada pelo diretor regional, Jose Carlos dos Santos Ernesto, que também esteve presente.

De acordo com diretor do Sindasp-SP, após atender as filiadas, o advogado apontou que há indícios de arbitrariedade, autoritarismo e abuso de poder cometidos pelo Diretor Geral, Leandro Pereira, e pelo Diretor de Disciplina Alex Sandro Fogaça, da Penitenciária Compacta II de Serra Azul.

O sindicalista disse que o Departamento Jurídico aguarda uma resposta do coordenador das unidades prisionais da região Noroeste, Carlos Alberto Ferreira de Souza, a quem o caso foi apresentado para que sejam tomadas as providências necessárias. O fato também foi levado pelo Sindasp-SP ao secretário de Estado da Administração, Lourival Gomes.

O fato abalou psicologicamente as três funcionárias, que necessitaram de ajuda médica. Por não terem mais condições psicológicas de continuarem exercendo suas atividades na unidade, as servidoras foram afastadas pelo médico pelo período de 60 dias.

Segundo informações obtidas pelo diretor do Sindasp-SP com outros funcionários da área administrativa da unidade, o Diretor Geral pediu a transferência das três funcionárias para outra unidade prisional. As informações também dão conta de que o Diretor Geral cancelou as férias das servidoras.

O diretor do Sindasp-SP relata ainda que conversou com funcionários que foram chamados para prestarem depoimento na sindicância aberta pela diretoria da unidade, e que eles disseram que todas as perguntas feitas foram direcionadas para prejudicar as agentes femininas. Ainda de acordo com o sindicalista, alguns servidores disseram que, no dia do acontecimento do fato (24/8), o chefe de plantão saiu de raio em raio tentando induzir os sentenciados para que fizessem reclamações sobre a demora da entrada de visita. O Sindasp-SP levará também essas ocorrências tanto ao coordenador quanto ao secretário.

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