sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Retaliação mata 33 presos em RR, segundo a Folha SP.


Veja matéria com imagens na íntegra na Folha SP.




Retaliação mata 33 presos em RR; essa é a 2ª maior matança após o Carandiru

Fachada da Penitenciaria Agrícola de Monte Cristo, em Roraima
SIDNEY GONÇALVES DO CARMO
EMILIO SANT'ANNA
DE SÃO PAULO
06/01/2017 09h40 - Atualizado às 11h08
Quatro dias após a morte de 60 detentos em duas penitenciárias de Manaus (AM), outros 33 presos foram assassinados na madrugada desta sexta-feira (6), dessa vez em Roraima, na maior penitenciária do Estado.

A matança em Roraima é a terceira maior em número de vítimas em presídios do país. A primeira foi o massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando uma ação policial deixou 111 presos mortos na casa de detenção –confira as maiores matanças.

A Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania) de Roraima confirmou o massacre na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista. De acordo com o Estado, as mortes são uma reação do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao ocorrido em Manaus no início da semana. Na capital do Amazonas, os mortos eram ligados à facção de origem paulista.

Nos seis primeiros dias de janeiro foram registradas 95 mortes em presídios no Brasil. Esse número representa cerca de 25% do total de mortes registradas em todo o ano passado (372).


No novo massacre, os mortos são, em sua maioria, ligados a FDN (Família do Norte), um braço do Comando Vermelho que disputa a hegemonia nos presídios do Norte do país. De acordo com o último relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo tem capacidade para 750 apenados, mas abriga 1.398 presos –um deficit de 648 vagas.

No ano passado, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, e na Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro, diferenças entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho, causaram a morte de 18 detentos.

A ação aconteceu por volta das 2h30 (4h30 no horário de Brasília), quando um grupo de presos deixou as celas e iniciou a chacina. A secretaria informou que equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da Polícia Militar (PM) estão na unidade e que os presos já foram recolocados em suas celas.

Massacre em Roraima

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CRISE NAS PRISÕES

No mesmo dia em que a presidente do Supremo Tribunal Federal passou três horas em Manaus e anunciou apenas a criação de grupo de trabalho para solucionar o caos do sistema carcerário local, o governo Michel Temer (PMDB) divulgou medidas requentadas que, se efetivadas, irão reduzir em apenas 0,4% o atual deficit de vagas no superlotado sistema carcerário do país.

A promessa de Temer é construir cinco novos presídios federais de segurança máxima, com capacidade total para pouco mais de 1.000 vagas. Isso não supriria nem o deficit de 5.438 vagas do Amazonas, onde 56 presos foram assassinados no início da semana em presídio do Estado.

Segundo o governo, a licitação para a construção das unidades prisionais será feita imediatamente, mas ele não deu prazo para a entrega das novas carceragens federais.

Em todo o país, segundo último balanço do governo federal, de 2014, são 622,2 mil presos para 371,9 mil vagas, o que representa um deficit de 250,3 mil vagas –cada presídio federal tem, em média, capacidade para 208 presos.

O governo anunciou R$ 200 milhões para as obras das cinco novas unidades carcerárias e outros R$ 230 milhões para aprimoramento do sistema de segurança de presídios estaduais, sendo R$ 150 milhões para transferência de tecnologia de bloqueadores de celulares e R$ 80 milhões para compra de scanners corporais. Todos esses recursos, porém, já fazem parte do Orçamento do governo para 2017.

7 comentários:

  1. Enquanto nossos desgovernadores continuam brincando de administrar a segurança pública, quero ver a hora que essa crise atingir o estado de são Paulo o que o "Santo" vai fazer com toda sua arrogância, prepotência e demagogia.

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  2. Tá difícil esses comédias atingirem metade da eficiência dos myques de SP.

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  3. O Alexandre de Moraes já tá lá fazendo acordo.

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  4. Ser pobre é uma condição ser ladrão é uma opção. Pra mim o que morreu ai foi muito pouco perto do estrago que eles deixaram para o cidadão de bem que teve um ente querido morto estuprado sequestrado. Bando de vermes !!!

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  5. Não podemos ver o preso como um produto final... Será que não temos culpa por torna Los assim
    Eram apenas crianças...Com sonhos...Devemos acreditar no se humano como objeto modificador então apenas trata Los como lixo humano......Se pudermos salvar um que seja....Ganharemos muito

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  6. Tá sendo muito bom acontecer essas brigas de facções (Não pegando o agente como refém e os presos avisando os agentes que o baguio vai ficar doido, não tô nem vendo!!!). Ajuda a aliviar as cadeias e reduzem os custos, já que o estado não precisa arcar com comida e roupa desses vagabundos. E mostra para a sociedade o quanto é hipócrita o discurso do governo. Que nesse 2017 tenham mais brigas e mortes entre os presos dentro das cadeias (Mais mortes, mais vagas no sistema prisional)

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