quinta-feira, 20 de abril de 2017

Porque as centrais sindicais "apoiam" Temer na reforma da previdência?

Ao conversar com meu amigo Cunha, ele sacou muito bem do porque os deputados representantes das centrais sindicais preferiram fazer emendas ao projeto do Temer sobre a reforma da previdência, do que articular para ela ser reprovada, é que na reforma trabalhista é possível que acabe de vez com o imposto sindical, com isso seria uma espécie de barganha, como se o Temer dissesse; Me ajudem com a reforma da previdência que eu ajudo vocês com o imposto sindical.
Bem sacado Cunha, que não é aquele Cunha que foi cassado e está preso.






4 comentários:

  1. Jenis, e nada de sair a nova lista dá LPT atualizada. Mais de um mês sem atualização. O que será que está acontecendo?

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  2. pela regulamentação do imposto sindical, apenas isso, nada de ajudar a categoria, por isso digo, todos não valem nada, se o Lula fazia teatro demonstrando q ajudara os metalúrgicos e depois fazia acordo com os donos das empresas, o que vc acha que um líder sindical faz hj!

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  3. Queridíssimo amigo Jenis de Andrade de quem me orgulho de ser colega próximo de trabalho. A verdade é que as centrais sindicais deveriam deixar de pelegagem e defender de fato os direitos dos trabalhadores propostos na reforma da Previdência. O economista José Cechin, que foi secretário-executivo por 7 anos e ministro da Previdência por alguns meses no segundo mandato de Fernando Henrique, apresentou no debate da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) a trajetória dos gastos no setor considerando as projeções de envelhecimento da população. A taxa de dependência, que mede a relação entre número de idosos e de pessoas em idade ativa para trabalhar, saltou de 12 por 100 em 1980 para 19 por 100 atualmente.3 de cada 4 reais gastos pelo governo são em transferências para pessoas, seja por aposentadorias, pagamento de pessoal, seguro-desemprego ou programas sociais. A principal proposta do governo até agora é de uma emenda constitucional de teto dos gastos, que seriam corrigidos ano a ano apenas pela inflação. Se os gastos com aposentadorias continuarem subindo no ritmo atual, as outras despesas ficariam cada vez mais pressionadas para caber no teto e seriam necessários cortes radicais. A previsão é de alta para 52 idosos na população para cada 100 pessoas com idade de trabalhar em 2050. O mesmo processo deve fazer com que a porcentagem de beneficiários da Previdência entre os brasileiros vá de 24% em 2030 para 35% em 2050. “O novo regime fiscal não viverá sem a Reforma da Previdência, que é impostergável”, que disse isso foi Darcísio Perondi, deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul. As despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que eram de 2,6% do PIB na época da Constituição de 1988, pularam para 7,4% em 2015. O problema das centrais sindicais é lidar com a impopularidade da matéria, mas há de se perceber que a maioria da população brasileira é a favor da reforma. Segundo o Datafolha 53% dos brasileiros são a favor e 43% são contra a idade mínima para aposentadoria. A maioria pretende se aposentar antes dos 60 anos, abaixo do que deve propor a reforma. “A explicação sobre a idade mínima precisa vir embrulhada em um conceito de que a sociedade vai pagar menos pela ociosidade de quem quer trabalhar menos e pagar mais para quem decidir continuar trabalhando”, diz Paulo Delgado, ex-deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

    havemos de concordar caro Jenis que reformas desse porte costumam ser debatidas e propostas em contextos eleitorais para depois serem aplicadas por políticos com mandatos populares inequívocos – nada mais distante do momento atual.
    Além do mais, queridíssimo amigo Jenis a impopularidade das propostas preocupa partidos à beira de uma eleição municipal. principalmente os partidos de esquerda como PT e PC do B. A reforma deve ficar para depois, mas pode continuar tóxica. Segundo um especialista no assunto a falta de contato com o tema é o maior problema entre os políticos e os sindicalistas: A desinformação no meio parlamentar sobre esse assunto é geral; é mais desinformação do que medo das urnas.

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  4. Não dá pra confiar em conversa de políticos. O dinheiro do INSS não vem apenas de contribuição de patrão é autônomo, mas sim de outras fontes como loterias e etc. A nossa classe não pode aposentar tendo que trabalhar 40 anos, nenhum agente penitenciário aguenta ficar esse tempo todo, suportando estresse e ameaça, por isso muitos​ estão doentes.

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